Às portas da Terceirona Grupos estão regionalizados

Carijó estreia sábado, dia do Centenário do clube
O Tupi entre na disputa da Série C do Campeonato Brasileiro com a moral. Após ter conquistado em 2011 o título da Série D do Nacional, diante do tradicional Santa Cruz, fora de casa, o Alvinegro de Santa Terezinha manteve a base do time do ano passado, se reforçou para o Estadual e levantou também o caneco de campeão mineiro do interior, após uma arrancada que o levou às semifinais da competição.
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No curto período entre o fim da participação do Carijó no Estadual e o início da Terceirona, a perda de atletas para outros clubes não atingiu gravemente o clube juiz-forano como muitos previam após a boa campanha do Mineiro. Somente dois titulares deixaram o time – o lateral-direito Flávio e o volante Jailton -, além das saídas do zagueiro Willian, do meia Ulisses e do atacante Evandro Paulista, todos reservas.
Em compensação, seis reforços já chegaram a Santa Terezinha para a disputa da Série C. Alguns deles, como o zagueiro Adalberto e o volante Caetano, são velhos conhecidos da torcida carijó e do técnico Moacir Júnior. Outros são apostas, como os baianos Alex Travassos e Deon, e destaques do último Mineiro por seus clubes, como o goleiro Alex e o meia e lateral-esquerdo Magalhães.
Este ano, a Terceirona mudou de fórmula, e os participantes foram divididos em dois grupos regionalizados. Na chave A, estão equipes de estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Na B, agremiações do Sul e do Sudeste. Os times se enfrentarão em turno e returno dentro de cada chave na primeira fase. Os dois piores de cada grupo caem para a Quarta Divisão do Brasileiro, e os quatro melhores avançam para um mata-mata em cruzamento olímpico entre as chaves que definirá os semifinalistas da Série C e, ao mesmo tempo, os quatro times que sobem para a Segunda Divisão em 2013.
Analisando o grupo do Carijó, o técnico Moacir Júnior acredita que os adversários mais fortes venham do Sul e do interior paulista. "Hoje, vejo um grande equilíbrio entre nós, do Tupi, e os clubes do Rio de Janeiro – Duque de Caxias, Macaé e Madureira. O Brasiliense vem com aquela tradição de contratar jogadores renomados, mas fica uma incógnita sobre se o técnico vai conseguir montar um time eficiente com essas peças. Para mim, os favoritos a brigar pelas primeiras posições são os times do Sul, Caxias e Chapecoense, além do Oeste, que vem forte também", avaliou o treinador.
Mais reforços
No que depender de Moacir, a chegada de reforços ao Tupi ainda não terminou e deve continuar no início da Série C. "A mudança do elenco ainda está acontecendo. Hoje esbarramos na limitação financeira. Então, vamos esperar os jogadores se encaixarem para, a partir dessa semana, ver o que o mercado tem a nos oferecer dentro do nosso orçamento. Precisamos de um zagueiro, um lateral-esquerdo, um terceiro homem de meio, um centroavante de área e um meia ou um atacante com drible fácil e velocidade. Mas confiamos muito nessa base que ficou, que tem nos dado sustentação e tranquilidade", avaliou o treinador.









