Manifestantes protestam contra reforma administrativa no Centro de JF
Ato se concentrou em frente ao Cine-Theatro Central e segue agenda de mobilização nacional convocada por centrais sindicais

Entidades sindicais, movimentos sociais e partidos de esquerda realizaram um ato no fim da tarde desta quarta-feira (18). A mobilização local atende à convocação nacional no âmbito do Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32, que trata da reforma administrativa proposta pelo Governo federal.
Também chamada de greve geral dos servidores públicos, a manifestação também protesta contra as privatizações e por geração de emprego, criticando a Medida Provisória 1.045/21, que, para os manifestantes, trata de uma nova reforma trabalhista, e resultará na retirada de direitos da classe trabalhadora.
Durante o ato, os manifestantes também levaram às ruas de Juiz de Fora suas posições contrárias ao presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido). Em toda a mobilização, os presentes permaneceram concentrados na praça em frente ao Cine-Theatro Central, no Calçadão da Rua Halfeld. No local, eles se revezaram em um microfone de uma caixa de som e entoaram palavras de ordem.
Em todo o país, as centrais sindicais convocaram protestos em pelo menos 19 estados e no Distrito Federal. Os atos levantaram pautas como o pagamento de R$ 600 de auxílio emergencial durante a pandemia e a oposição a privatizações de empresas como os Correios.
Os atos contam com apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical (FS), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), entre outras.
Segundo as centrais, o presidente é “responsável pela crise múltipla e sem precedentes enfrentada pelo Brasil”. Nas mobilizações, os participantes foram orientados a seguir protocolos sanitários contra a disseminação da Covid-19.
Propostas governistas
A PEC 32, da reforma administrativa, muda a estrutura de carreira dos servidores públicos e, entre outros pontos, acaba com a estabilidade funcional. Também está na pauta o protesto contrário à MP 1.045, que foi aprovada pela Câmara e renova o programa de redução ou suspensão de salários e jornadas de trabalho, além de embutir itens que criam uma espécie de ‘minirreforma trabalhista’.








