Técnico Roy dá dura nos atletas carijós

Técnico esbravejou com os atletas durante o treino
A primeira atividade do Tupi no Estádio Municipal como preparação para o confronto contra o Brasiliense, sábado, às 16h, no Serejão, pela antepenúltima rodada do grupo B da Série C do Campeonato Brasileiro, foi marcada por uma bronca do técnico Antônio Carlos Roy em seus atletas. Depois de 30 minutos de treino, o treinador parou a atividade, colocou todos que estavam em campo sentados no meio do gramado e, com veemência, exigiu mais dedicação. O comandante não gostou do ritmo de treinamento, considerando o elenco muito passivo e frouxo na marcação, cobrando uma mudança de atitude.
"Deixei 30 minutos de treino e vocês pareciam um time de veteranos. Onde vocês já viram zagueiro que não marca, lateral que não marca, meio e ataque que não fazem os gols? Estamos aceitando tudo muito passivamente. Desde que cheguei perder está bom, empatar está bom. Não está. Vocês são pagos para isso, para vencer os jogos e fazer os gols. Têm que ter mais pegada", cobrou Roy, que disse ter tomado essa atitude, diferente de seu perfil habitual, para dar uma sacudida no grupo e mostrar que os atletas não podem se acomodar sob pena de o clube ser rebaixado.
Depois da bronca, o coletivo foi retomado por mais 10 minutos. Durante toda a atividade, Roy preferiu uma maneira diferente de trabalhar. Ao invés de dividir os times em dois grupos, um de titulares e outro de reservas, o comandante carijó escalou duas equipes com nove jogadores de linha cada, e os armadores Glauber e Michel Cury atuando como coringas, para os dois lados. Mais tarde, Bruninho e Hugo se tornaram essas peças, dando pistas de que os quatro brigam por duas vagas no elenco principal.
Sobre a definição dos substitutos do lateral-direito Alex Travassos e do volante George, ambos suspensos pelo terceiro cartão amarelo, Roy foi direto. O polivalente Henrique, que já atuou no meio e no ataque nessa Terceirona, assume a ala, e Assis será um dos responsáveis pela marcação no meio de campo.
Após o coletivo, os jogadores trabalharam finalizações em situações de contra-ataque. A única ausência das atividades foi o volante Léo Salino, em tratamento de um problema no púbis.
Menos mau
O empate de 0 a 0 entre Macaé e Madureira, na noite da última terça-feira, no Norte Fluminense, no complemento da sexta rodada do returno do grupo B da Série C, também repercutiu nesta quarta-feira (10) no treino do Tupi. Roy analisou os efeitos da igualdade entre os cariocas.
"A gente sofre com nosso jogo e sofre com o jogo dos outros. Quando você não consegue fazer os seus pontos, acaba tendo que torcer pelos outros. Mas graças a Deus permanece a mesma situação e ainda dependendo de nossos esforços. Enquanto essa situação for assim, ficamos felizes e trabalhamos para essa fuga do rebaixamento se tornar realidade", disse Roy.
Para o elenco, o que falta agora é o Tupi cumprir sua etapa nessa combinação de resultados. "O que não podia acontecer é o Madureira ganhar. Isso não ocorreu. Mas esse empate não adianta de nada se não fizermos nossa parte e ganharmos nossa próxima partida", definiu o goleiro Rodrigo, citando o próximo compromisso dos juiz-foranos.









