Nada no balaio: Não muda nada
Mano Menezes é anjo torto, desses que vivem na sombra. Tornou-se treinador após a recusa de Muricy Ramalho. Entrou e sai agora pela porta dos fundos. Mesmo com Neymar surfando como o melhor do mundo, sua Seleção nunca empolgou ninguém. E, de fato, foi uma sem-gracice sem fim. Talvez agora no fim, antes da bizarrice do chamado Superclássico das Américas, tenha aparecido algum lampejo de qualidade, com Ramires e Paulinho jogando muito, mas nada para encher os olhos.
Mas, de uma forma geral, na ponta do lápis, os resultados não são de todo ruins. Neste ano, por exemplo, Mano comandou a Seleção Brasileira em 20 jogos, contando com os compromissos pelo time olímpico. Foram 15 vitórias, um empate e quatro derrotas, inclusive na final do ouro nos Jogos de Londres. Em 2011, ano da eliminação na Copa América, o desempenho foi mais irregular, com nove vitórias, cinco empates e duas derrotas. Ou seja, se estivesse à frente de qualquer time brasileiro, dificilmente seria substituído.
Vão explicar a saída de Mano com os mais variados argumentos. Posso aqui listar uma dúzia deles. Mas é preciso ir além. Com o Mundial de 2014 batendo à porta, beira o milagre montar um grupo que empolgue com manutenção da eterna cúpula da CBF e seus conchavos. Ricardo Teixeira saiu, mas seu espectro continua. O modus operandi em nada se alterou. Patrocinadores, TV’s e dirigentes ainda escalam jogadores. Por tudo isso, Felipão, que soube permear por esses meandros e ainda ser campeão em 2002, é minha aposta para suceder Mano.









