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Consu da UFJF aprova período suplementar híbrido de dez semanas

Período intensivo pode ofertar disciplinas não oferecidas no Ensino Remoto Emergencial, como as aulas práticas da área da saúde


Por Tribuna

03/06/2021 às 15h19

O Conselho Superior da Universidade Federal de Juiz de Fora (Consu/UFJF) aprovou, na quarta-feira (2), o Plano para Implantação do Primeiro Período Letivo Suplementar. Estabelecido em na resolução nº26/2021 do Conselho Setorial de Graduação da UFJF, o período suplementar vai ofertar disciplinas que, até então, não foram oferecidas pelo Ensino Remoto Emergencial (ERE), modelo de ensino à distância adotado pela Universidade em função da pandemia de coronavírus.

O período intensivo terá duração de dez semanas e será oferecido de forma híbrida, o que permite o retorno das disciplinas práticas dos cursos da área da saúde. Segundo comunicado da UFJF, o modelo será realizado “obedecendo o distanciamento físico parcial de docentes, discentes e técnico-administrativos em Educação (TAEs), em conformidade com todos os protocolos de biossegurança”.

Com a aprovação do plano, a Universidade também chancelou o cronograma para o planejamento do retorno às aulas práticas, que podem acontecer a partir de 5 de julho, nos cursos de medicina, odontologia e enfermagem, no campus Juiz de Fora; e no curso de odontologia, no campus de Governador Valadares.

De acordo com a UFJF, o planejamento contempla, entre outras ações, a realização de pesquisa junto a professores e servidores quanto à vacinação e condições de saúde; preparação de plano de biossegurança em cada unidade envolvida; possível adequação de infraestrutura; compra de insumos e equipamentos de proteção individual; capacitação de docentes, TAEs e estudantes.

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Demanda dos alunos

A possibilidade de realização das aulas práticas em cursos da saúde encerra estagnação nos estudos de diversos alunos que ocorre desde a suspensão das atividades presenciais da UFJF, em março de 2020. Com a paralisação, estudantes reivindicavam nova avaliação da Universidade quanto à possibilidade de retomada das aulas práticas na saúde, como revelou reportagem da Tribuna publicada em abril.

Os alunos alegaram prejuízos decorrentes da suspensão de aulas práticas, como o atraso na formatura, necessidade de estender a permanência em Juiz de Fora e possíveis danos à qualidade de aprendizagem. A demanda reunia, também, alunos do curso de odontologia do campus de Governador Valadares.

Na ocasião, a UFJF argumentou que a paralisação nas atividades práticas ocorria em função do contexto epidemiológico. A Universidade também havia revelado a intenção de regulamentar a realização de um período suplementar híbrido e de calendários específicos para atender as especificidades dos mais diversos cursos.