Na orelha da bola: rema, rema, rema Carijó
Uns dias atrás, umas semanas atrás, talvez, eu disse aqui neste espaço que a temporada 2012 é de extrema importância para a história do Tupi. Não porque o clube faz 100 anos em maio, até porque tartaruga também faz 100 anos e ninguém faz festa. Acontece que, vindo de uma conquista importante como foi a da Série D no ano passado, o clube tem em 2012 a oportunidade de se estabelecer em uma posição de maior relevância no cenário nacional.
Este plano de dominação começa pelo Campeonato Estadual. Minas Gerais tem duas potências nacionais: Atlético e Cruzeiro. O América, por ter frequentado a Série A em algumas oportunidades, é sempre lembrado como a terceira força do estado e tem lá algum cartaz no resto do país. Com as campanhas dos últimos anos no Mineiro e a conquista da Série D em 2011, mineiramente comendo pelas beiradas, o Carijó vai se firmando como a quarta força, papel que um dia coube ao Ipatinga e que o Tigre do Vale do Aço não teve talento para sustentar.
Depois de ontem, vendo o time remar bravamente nas Sete Lagoas, consistente, sem medo, não tive dúvidas de que este elenco voluntarioso e bem comandado consolidará a posição do Carijó no panteão estadual. O que nos leva a torcer para que o grupo seja mantido e reforçado para a disputa da Série C a partir de maio. Mais que celebrar um passado modesto, me parece ser o centenário carijó a hora ideal de remar incansavelmente por um futuro mais glorioso.









