nada no balaio
Doido
Há verdades que não se discutem. Tão certo quanto dois mais dois são quatro é que existe doido para tudo nesse mundo. Vira e mexe você acaba esbarrando em alguma coisa sem pé nem cabeça. Essa semana, por exemplo, teve um japonês que pagou R$ 1,5 milhão pela virgindade de uma brasileira. Difícil sabe qual dos dois é mais doido. O pessoal de um programa de TV fez uma promoção para levar um corintiano à final do Mundial de Clubes. Para isso, era preciso que os candidatos fizessem uma loucura. Apareceu de tudo, inclusive um sujeito beijando uma vaca.
No ano passado, no Egito, deve um doido bêbado, equivalente a um doido elevado a nona potência, que acabou virando herói. Dragan Stevic é um turista sérvio que se hospedou no luxuoso resort Sharm El Sheikh, na Península do Sinai. Depois de uma longa noite de bebedeira, ele e alguns amigos decidiram ir à praia. Ali perto havia uma plataforma usada pelos banhistas para saltar no mar. Dragan subiu na geringonça, pediu para alguém segurar a cerveja e pulou. Sabe Deus como, ele caiu em pé exatamente na cabeça de um tubarão e matou o bicho.
São muitas as histórias. No último domingo, por exemplo, estive no Estádio Radialista Mário Heleno. Confesso que não havia mais esperança naquela altura dos acontecimentos. Eram tantos cálculos e tantas ressalvas que parecia impossível entender qual a combinação de resultados necessária. Penso que a maioria dos presentes pensavam a mesma coisa. Havia cumplicidade na troca de olhares. Parecia ser possível ouvir o pensamento alheio suspirar: É doido! Quando penso que o pior havia passado, descubro que combinei com alguns amigos de assistir pela TV, na tarde de hoje, a despedida do Tupi da Série C do Campeonato Brasileiro. Pior: a turma vai. De fato, existe doido para tudo nesse mundo.









