Ouça agora

Comerciantes de JF se reúnem pelo 5º dia consecutivo pela reabertura das atividades econômicas

Grupo seguiu pelo Calçadão da Halfeld até a Câmara Municipal na tarde desta sexta-feira (12)


Por Tribuna

12/03/2021 às 20h21

Pelo quinto dia seguido, um grupo de comerciantes voltou às ruas reivindicando liberdade para a reabertura das atividades econômicas em Juiz de Fora. O ato ocorreu no Calçadão da Rua Halfeld. A movimentação ocorre desde o ingresso do município na faixa roxa do Programa Juiz de Fora pela Vida, que é a fase mais restritiva do plano municipal. Nesta sexta-feira (12), além do decreto municipal, os participantes do protesto também se colocaram contra a decisão compulsória do governador Romeu Zema (Novo), que obriga Juiz de Fora e cidades da região regredirem para a faixa roxa do programa estadual Minas Consciente.

Um dos integrantes do movimento, que prefere ter a identidade resguardada, explicou que, apesar de apresentarem um ponto de vista diferente, os comerciantes não querem incentivar condutas irresponsáveis. “Não significa que somos genocidas. A pauta é a liberdade. Discordamos da decisão do Estado e da Prefeitura, porque queremos a abertura e consideramos as novas regras, como o toque de recolher, absurdas.”

O que o grupo propõe, segundo ele, é que classe tenha um protocolo estabelecido para cada atividade, e que todos voltem a atuar respeitando as medidas de prevenção. Além disso, os comerciantes defendem uma série de outras ações. “Defendemos a fiscalização onde os problemas acontecem, de verdade, como nas periferias; defendemos o tratamento precoce, que as pessoas se dirijam aos ambulatórios assim que sentirem algum sintoma e, dessa forma, vamos conseguir esvaziar os hospitais.”

Segundo ele, as novas medidas divulgadas pelo Governo mineiro vão prejudicar os empresários e trabalhadores que enfrentam condições muito difíceis há mais de um ano. “Se ficar mais tempo, vai quebrar um monte de gente, vai ter muita gente ficando desempregada e, ao mesmo tempo, quem vai ficar em casa, muitas vezes vai para festas, faz visitas com aglomeração, e a polícia não tem como cobrir a cidade inteira.” Ele ainda ressalta que há meios de as empresas atuarem respeitando os protocolos de segurança, oferecendo resultados mais positivos do que as medidas implementadas até o momento.

Com as novas orientações, o movimento fez contato com outras iniciativas que estavam dispersas, para somar mais apoio a essa pauta. A intenção é amplificar o questionamento, também nas outras cidades que foram afetadas pelo lockdown, segundo ele.

A Tribuna fez contato com a Prefeitura de Juiz de Fora, que, até por volta das 20h, não havia se posicionado.