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Papo de gandula


Por *PEDRO BRASIL

18/12/2012 às 07h00

A loucura é normal

Hoje muitos corintianos vão receber os jogadores no aeroporto. Com o perdão do trocadilho, não há dúvidas que será um cenário de insanidade na capital paulista. Algo totalmente compreensível. Depois da queda para a Série B em 2007, o Timão se transformou. Em cinco anos foram conquistados seis títulos: a Segundona de 2008, a Copa do Brasil e o Paulista de 2009, o Brasileiro de 2011 e, nesse ano, a Libertadores e a cereja no bolo, o Mundial de Clubes. Isso sem falar no Itaquerão.

Após uma série de administrações obscuras, o Timão passou por um choque de gestão. Um projeto audacioso de reestruturação baseado principalmente no marketing, uniu os maloqueiros com a classe A, oferecendo produtos para todos alvinegros. Um exemplo foi a camisa com os escritos Eu nunca vou te abandonar criada na Série B de 2008, que vendeu um milhão de unidades.

Com a manutenção de Tite no comando após a Toliminização na Libertadores de 2010, o Curíntia criou um padrão de jogo, com um objetivo claro: marcação forte e aplicação tática. Com Guerrero, o peruano herói do Mundial, o time passou a ter um camisa 9, o matador (grande defeito na Libertadores). Mas a disputa do Mundial não parou o planejamento para 2013. O Corinthians já fechou com o meia Renato Augusto, encaminhou proposta para Alexandre Pato e sonda o zagueiro Dedé.

Não existe mais bando de loucos. Hoje, o Timão é um exemplo de gestão no futebol.

* Wallace Mattos volta a escrever neste espaço em janeiro