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Com apoio da torcida, UFJF perde para o RJX


Por Renato Salles

22/12/2011 às 21h02

Ponteiro Digão saca durante partida no ginásio da Faefid

Ponteiro Digão saca durante partida no ginásio da Faefid

O torcedor que foi ao Ginásio da Faefid ontem à noite para acompanhar UFJF e RJX, pela quinta rodada da Superliga Masculina, saiu com aquela sensação típica do futebol de que, se tivesse mais 5 minutos de jogo, a história teria sido outra. Mas voleibol é bola no chão, e prevaleceu a força do quarteto de selecionáveis formado pelo central Lucão, o oposto Théo, o levantador Marlon e o ponteiro Dante, que comandaram a vitória carioca por 3 sets 0 (25/18, 28/26 e 25/21). Se os 3 pontos ficaram com os visitantes, a Federal ganhou, e muito, a empatia da torcida que jogou ao lado de um time que mostrou muita raça e poder de reação.

"A gente sabia que este seria mais um jogo muito difícil. Batalhamos e criamos boas oportunidades de vencer pelo menos um set. Vamos seguir trabalhando para continuar contando com o apoio do torcedor", afirmou o ponteiro Clinty, um dos destaques da UFJF no duelo. A sensação do "foi por pouco" poderia ter sido diferente caso a UFJF tivesse entrado mais ligada no set inicial. Com Marlon variando as jogadas, o RJX comandou o jogo. Já na segunda parada técnica a vantagem era de 3 pontos, 16/13. Bastaram 26 minutos para os cariocas fecharem em 25/18.

No segundo set, a história parecia que ia se repetir. Com velocidade no ataque, o RJX foi para o segundo tempo técnico vencendo por 16/12. Foi aí que o tal espírito de reação e a torcida entraram no jogo. Folle duas vezes, Digão, Leo, Clinty, Gelinski. Com quase todo o time pontuando, a Federal chegou ao empate: 24/24. Com a torcida incendiada, o "agora vai" da Federal foi silenciado pelos selecionáveis. Theo e Lucão, em um ace, fizeram a diferença: 28/26, em 33 minutos.

A união time e torcida estava consumada. No terceiro set, onde reinaram os ralis e os bloqueios, a UFJF iniciou arrasadora: 8 a 3 na primeira parada técnica, em bloqueio de Jardel, e 16 a 14 na segunda, em largada de Clinty. Quando tudo parecia bem, lá vieram Lucão, Dante, Theo e Marlon. Na base da experiência, o RJX conteve o ímpeto da Federal e fechou em 25/21, em 29 minutos.

Ao final da partida, o técnico Maurício Bara ressaltou a força da UFJF nos momentos difíceis. "O time esteve bem em quadra a partir do segundo set e comandou boa parte do jogo. Mas, bola para frente. Voleibol é isso. Vamos ganhar agora quase duas semanas para treinar. O time é esse e vamos firmes até o final." Por conta das festas de final de ano, a Superliga dá um tempo, e a UFJF volta à quadra no próximo dia 7, quando recebe o BMG/São Bernardo.