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Sinttro ameaça realizar operação Preguiça no dia 5


Por Fabíola Costa

24/02/2012 às 16h35

Sem avanço nas negociações salariais, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo (Sinttro) ameaça deflagrar, no dia 5 de março, a operação Preguiça. Nela, os ônibus devem trafegar a cerca de cinco quilômetros por hora – a velocidade habitual chega a 25 quilômetros por hora. A diferença em relação à já conhecida operação Tartaruga é a ameaça de paradas ao longo do trajeto.

Segundo o presidente do Sinttro, José Pedro Franco Ribeiro, ainda não há nova rodada de negociações marcada. De acordo com ele, caso não exista avanço até a próxima semana, o movimento, já aprovado em assembleia, será iniciado. A manifestação, diz, é uma forma de pressionar por acordo, já que a data-base da categoria venceu em 1º de fevereiro. A partir de segunda-feira, começa a panfletagem nos pontos de ônibus, alertando a população para a medida.

Parece que a classe patronal não está com pressa de resolver a situação, devido ao descaso mostrado nas últimas semanas. Os motoristas estão indignados com as péssimas condições de trabalho e os baixos salários, comenta José Pedro. A categoria reivindica aumento de 12,15% e, na última assembleia, realizada no dia 9, foi rejeitada a contraproposta de 6%.

O presidente da Astransp, Fernando Goretti, por meio de nota, afirma que já fez a contraproposta possível para as empresas este ano: reajuste salarial com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), 10% de abono de férias para quem não tiver faltas ou 5% para quem tiver até cinco ausências não justificadas no ano e manutenção dos ganhos concedidos até o ano passado.

O posicionamento é que, desde a primeira rodada, as empresas ofereceram o que era possível para encerrar, com a máxima agilidade, o processo de negociação. De acordo com Goretti, em nenhum momento houve flexibilização no índice solicitado pelos rodoviários, considerado inviável. O presidente cita a realização de quatro reuniões de negociação. Todo ano eles insistem na pauta inicial, intransigentes quanto a índices e novas reivindicações impraticáveis a qualquer setor. Goretti destaca a intenção de buscar ajuda de autoridades e órgãos competentes para adotar medidas preventivas contra o tipo de ameaça do sindicato, empenhando todo o esforço ao alcance da associação para evitar que a população seja prejudicada.