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Mercedes teria ‘excedente’ de mão de obra


Por Tribuna

26/05/2012 às 07h00

Mesmo operando com cerca de 820 funcionários diretos, a planta local da Mercedes-Benz estaria com excedente de mão de obra. Pelo menos este foi o comunicado da montadora que teria sido recebido pelo Sindicatos dos Metalúrgicos de Juiz de Fora. Estamos acompanhando de perto essa situação, avalia o presidente da entidade, João César da Silva. Em janeiro, teve início a produção de caminhões na cidade. Entre os dias 2 e 11 de abril foram concedidas férias coletivas aos funcionários da linha de produção. Este mês, a montadora anunciou folga também coletiva para cerca de 400 trabalhadores, que termina nesta segunda. Em ambos os casos, a justificativa foi ajustar a produção de caminhões à demanda de mercado.

De acordo com João César, o possível excedente não foi quantificado. Ele não concorda com a avaliação e explica que, na cidade, os setores de pintura e montagem bruta ainda não entraram em operação, apenas a montagem final. Comenta, ainda, que a produção de caminhões chega hoje a 58 por dia, sendo que a capacidade é o dobro. O presidente questiona que, no início do mês, durante a reinauguração da fábrica, foi anunciada a perspectiva de abertura de novos empregos diretos. Mesmo não acreditando em demissões, temos a preocupação com a manutenção dos empregos.

A manutenção do nível de emprego é uma das questões discutidas nas negociações em curso junto à montadora e estava prevista no acordo coletivo de 2010, que já venceu. Outro tema abordado é a flexibilidade da jornada, que seria de interesse da Mercedes. Novas rodadas de negociação estão previstas para os dias 5 e 11 de junho. A data-base da categoria é setembro. A Mercedes foi procurada, mas não se posicionou sobre o assunto.