JF tem saldo positivo de 1.429 empregos

Construção civil contabilizou 248 vagas
Juiz de Fora criou 721 empregos com carteira assinada no mês de março. O saldo positivo, referente às 7.137 admissões diante das 6.416 demissões, é o segundo melhor para o mês desde 2003. Os dados foram divulgados, ontem, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego. No trimestre, foram criadas 1.429 oportunidades, resultado bem superior ao do mesmo período do ano passado, quanto o saldo foi negativo em 733.
No trimestre, os setores de serviços e construção civil foram os que mais contrataram, com 1.849 vagas, e 287 vagas, respectivamente. Para o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon), Leomar Delgado, o crescimento já era esperado. "Este é um bom momento para o setor. O fim do período de chuvas, aliado às medidas do Governo, como a continuidade do projeto "Minha casa, minha vida", e a facilitação do acesso ao crédito promovida pelos bancos são os principais fatores que contribuíram para o resultado."

O presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), Emerson Beloti, explica que o avanço do setor de serviços é uma realidade vivida não só na cidade, mas em todo o estado. "É o segmento que mais cresce, as pessoas querem desempenhar atividades em que possam trabalhar por conta própria. E a cidade, por ser polo da região, é capaz de oferecer condições para esta realização e absorver a demanda."
Com saldo negativo de 728 vagas em janeiro e fevereiro, o comércio criou dez oportunidades em março e, segundo Beloti, a tendência agora é melhorar. "Os primeiros meses do ano não são bons para o setor do varejo, é o período de demissão dos temporários. A retomada acontece em abril, quando começam as contratações para o Dias das Mães."
Com um registro de 962 contratações e 1059 demissões, o saldo foi negativo em 97 vagas para o setor de indústria de transformação. De acordo com o presidente do Centro Industrial, Aurélio Marangon, trata-se de um reflexo da desindustrialização vivida pelo país desde o ano passado e sentida, também, pela cidade. "Com a falta de investimentos, a produção é menor e as demissões acontecem. Faltam medidas estruturais por parte do Governo para reverter esse quadro", reclama.
Minas Gerais foi o segundo estado com maior número de contratações (22.674) no mês passado, atrás apenas de São Paulo 47.279). As cidades mineiras que mais contrataram foram Belo Horizonte (16.286), Uberlândia (4.299) e Nova Serrana (3.156). Juiz de Fora aparece em 9º lugar no ranking.
No país
Agência Brasil – O Brasil gerou no mês de março 111.746 empregos formais segundo dados do Caged. O saldo foi resultado de 1,88 milhão de admissões e 1,76 milhão de demissões. Na comparação com o mês de fevereiro, houve uma redução no saldo de empregos de 25,8%. Na comparação com março de 2011, houve uma elevação de 20,5%. No primeiro trimestre do ano, o saldo de empregos com ajustes (empregos declarados fora do prazo) é 442.608. Na comparação com o primeiro trimestre de 2011 (583.886 postos), houve uma redução de 24,1% na criação de empregos.
O setor de serviços foi o maior responsável pelo saldo positivo, com 83.182 empregos. Em seguida está a construção civil, com 35.935 postos de trabalho, e em terceiro, o comércio, com 6.412 empregos. A queda do emprego no setor da indústria de transformação que perdeu 5.048 postos se deve, em grande parte, às demissões da indústria alimentícia (redução de pouco mais de 25 mil postos de trabalho). A agricultura também apresentou saldo negativo com a perda de 17.084 empregos.
Entre as regiões, a Sudeste apresentou o maior saldo positivo, com 86.083 postos de trabalho, seguida da Região Sul, com 41.477 empregos, e a Região Centro-Oeste, com 16.764 empregos.
O estado que registrou o maior número de empregos foi São Paulo, com 47.279 empregos, seguido de Minas Gerais, com 22.674 postos, e do Rio Grande do Sul, com 16.875 empregos. Das 27 unidades da federação, onze apresentaram saldos negativos _ o maior foi no estado de Alagoas, com 21.032 empregos perdidos.









