Palavra do candidato
A saúde passa por um retrocesso na Zona da Mata. Os problemas vão desde a ineficiência da atenção primária até a superlotação dos leitos. Vários hospitais da região estão sendo interditados por falta de profissionais e infraestrutura. O fechamento dessas instituições é iminente. Além disso, a existência da Rede de Urgência e Emergência está sendo ameaçada pela demora no credenciamento do serviço pelo Ministério da Saúde e pelo repasse insuficiente de verbas pelo Governo estadual. Quais providências o senhor irá tomar para custear o funcionamento da rede? E quais medidas adotadará para evitar o sucateamento e consequente fechamento dos hospitais da região?
Fernando Pimentel
A verdade é que a saúde em Minas foi abandonada pelo Governo estadual nesses 12 anos. O primeiro passo para recompor o setor é aplicar os 12% do orçamento na saúde, conforme determina a Constituição. Com isso, teremos R$ 750 milhões em novos recursos para finalizar os nove hospitais que o Governo estadual prometeu e não entregou em 12 anos, incluindo o de Juiz de Fora. Além disso, vamos construir 77 centros de especialidades médicas, sendo 11 apenas na Zona da Mata, e valorizar os nossos profissionais com a criação de uma carreira de médico da família no estado
Fidelis Alcântara
Pretendemos aumentar o financiamento estadual para a saúde, elevá-lo para 20% do orçamento, atingindo R$ 350 per capita, e universalizar a atenção primária por meio de parcerias com os municípios. Realizaremos um grande diagnóstico da atual capacidade hospitalar do estado, assim como dos dispositivos de urgência e emergência e dos centros de reabilitação e consulta especializada. Defendemos um fortalecimento do SUS. Sem nenhum tipo de parceria público-privada, entendemos que saúde é direito, e não negócio
Pimenta da Veiga
Nós vamos garantir e ampliar a rede, concluindo o Hospital Regional de Juiz de Fora, já em construção, com 240 leitos, 40 de UTI. Faremos ainda o de Além Paraíba. A rede atende 94 cidades, 1,5 milhão de pessoas, e Minas já investiu mais de R$ 30 milhões. No último dia 3, foi mais R$ 1,1 milhão ao “Therezinha de Jesus”. A Prefeitura de JF também faz a sua parte, pois o custeio é tripartite, mas, realmente, o Governo federal, do PT, não cumpre seu dever, o que ameaçaria a rede se o estado não tivesse assumido essa responsabilidade. Com várias outras ações, vamos ampliar e fortalecer a regionalização da saúde
Tarcísio Delgado
Em primeiro lugar, será preciso viabilizar recursos urgentes para os primeiros investimentos, já que Minas, nas palavras do atual governante, está com uma dívida impagável. Feito isso, vamos investir em parcerias verdadeiras com os municípios, ampliando o projeto “Médico de família”, concluindo os hospitais regionais que estão inacabados – fruto da demagogia eleitoral – com a devida urgência. Além de ampliar a rede, vamos investir em saneamento e na contratação de mais profissionais da saúde
Túlio Lopes
Defendemos um sistema de saúde público voltado para as reais necessidades da população mineira. O Estado tem um papel importante no apoio técnico e financeiro para, em conjunto com os municípios, executar ações e serviços de saúde com qualidade e tempo certo. Estamos dispostos a trabalhar com os conselhos de saúde e comissões técnicas do SUS para redefinirmos responsabilidades e ampliarmos os valores de repasse do Estado à implementação e ao custeio das ações de saúde na atenção hospitalar e nas redes de urgência e emergência existentes









