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Polícia Civil descobre golpe aplicado em locadoras de veículo

Homem foi preso por suspeita de estelionato em uma agência de locação no Centro de JF


Por Michele Meireles

17/12/2019 às 15h56- Atualizada 17/12/2019 às 16h43

A Polícia Civil de Juiz de Fora desvendou um golpe que estava sendo aplicado em locadoras de veículos. O crime era cometido por pessoas que se passavam por clientes, alugavam o carro e depois sumiam com o automóvel. Um homem de 39 anos foi preso em flagrante quando tentava locar um carro usando documento falso. Ele é suspeito de ter praticado o crime em outras duas cidades mineiras, sempre em locadoras de menor porte.

O caso ocorreu na tarde de segunda-feira (16), em um estabelecimento comercial no Centro de Juiz de Fora. A suspeita do delegado Vitor Fiuza, titular da 7ª Delegacia Distrital e que está à frente da investigação, é que o homem possa pertencer a uma quadrilha especializada neste tipo de ação criminosa.

Conforme Fiuza, outras duas tentativas do mesmo golpe já haviam sido registradas em locadoras de Juiz de Fora. Desde então, a polícia começou a monitorar e rastrear essas ações. “Nas duas anteriores, que não se concretizaram, as locadoras desconfiaram e não realizaram o negócio. Nós começamos a apurar e alertamos os outros estabelecimentos comerciais sobre o golpe”, disse. Para o delegado, o crime era difícil de ser descoberto a tempo do carro ser levado.

“No caso de terça, por exemplo, o suspeito iria locar o carro entre segunda e sexta desta semana, alegou que viajaria para Belo Horizonte. Neste período, a empresa fica tranquila, pensado que o veículo será entregue, porém, isso não acontece”.

O homem flagrado estava com uma carteira de habilitação falsa. Ele havia solicitado um modelo de carro 1.6 e completo, com ar condicionado, direção hidráulica e outros adicionais. “Era uma falsificação bem grosseira, a foto era de outra pessoa. Isso facilitou detectar o golpe. Nós fomos acionados e fizemos sua prisão em flagrante. Além do documento falso, ele estava com cocaína”, comentou. Já na sede da delegacia, o suspeito contou aos policiais que receberia R$ 700 para levar o carro até Belo Horizonte. Ainda não se sabe se o automóvel seria desmanchado ou adulterado para revenda. “Ele falou que não conhecia os contratantes pessoalmente, que toda negociação era feita via WhatsApp, por onde ele ia recebendo orientações sobre o que fazer e para onde levar os carros furtados”, comentou.

Vitor Fiuza disse que o mesmo homem, natural de Cotia (SP), é suspeito de ter agido em Guaxupé e Belo Horizonte. Investigações apontam que ele teria apresentado a mesma carteira de habilitação falsa usada em Juiz de fora para alugar um veículo em Guaxupé, em novembro. O proprietário da locadora da cidade reconheceu o suspeito, por meio do contato dos policiais civis, e o próprio autor também confirmou que teria retirado o veículo do local.

As investigações, conforme apontou o delegado, ainda estão em fase inicial. A Polícia Civil quer saber agora quem mais faz parte do grupo, onde agiam e para onde os carros eram levados. O suspeito foi conduzido até o Ceresp onde se encontra à disposição da Justiça.