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20% trabalham por conta própria na cidade


Por Tribuna

01/05/2012 às 06h00

Cerca de 92% da população economicamente ativa em Juiz de Fora está ocupada, o equivalente a 246.706 pessoas. Os desocupados somam pouco mais de 20 mil. Entre os que estão em atividade, os trabalhadores de serviços, vendedores de comércio e mercado lideram e representam quase 20% do total (49.143). Em segundo lugar, estão ocupações consideradas elementares, como vendedores de rua, domésticas, porteiros, entregadores e vigias, que respondem por 17,5% e somam 43.145. Logo em seguida, estão profissionais de ciências e intelectuais (32.512), que representam 13% do total (ver quadro).

Os dados foram divulgados na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e referem-se aos resultados gerais da amostra do Censo Demográfico 2010. Conforme o balanço, dentre os ocupados, 74,6% são empregados (184.159), 19,8% trabalham por conta própria (49 mil) e 3,5% são empregadores (8.656). Entre os funcionários, a maioria conta com carteira assinada (73%).

Em Juiz de Fora, a maior parte cumpre jornada entre 40 e 46 horas semanais (46,8%) e trabalha fora de casa (76,2%). Dentre os que atuam fora do domicílio e retornam para casa todos os dias, 51,4% gastam entre seis minutos e meia hora no deslocamento. Considerando as classes de rendimento, a esmagadora maioria ganhava, no máximo, dois salários mínimos, na época (R$ 510 cada), totalizando 214.399 pessoas ou 47% da população com mais de dez anos.

Rendimento médio

Conforme o IBGE, o rendimento médio mensal da maioria dos juiz-foranos, R$ 1.452,35, está um pouco acima da média nacional (R$ 1.345). Segundo o recorte local, os homens (R$ 1.672,37) ainda recebem mais do que as mulheres (R$ 1.183,82) na cidade. Elas ganham 70% do rendimento médio deles. No país, o percentual é maior e chega a 73,8%.

Ainda de acordo com análise do instituto, as pessoas que ganhavam mais de 20 salários mínimos representam 1,95% em Juiz de Fora, mais do que o dobro da média nacional (0,9%). O índice dos que recebem até um salário mínimo na cidade é de 43,5%. No país, o percentual é de 32,7%.

Ainda na comparação com a realidade nacional, Juiz de Fora apresenta maior fatia de população ocupada ante o país (70,8%) e mais trabalhadores com carteira assinada em relação ao índice brasileiro (63,9%). Além disso, o tempo médio de deslocamento verificado na cidade é condizente com o enfrentado pela maioria dos trabalhadores das outras cidades (52,2%), assim como a jornada de trabalho (46%).

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