Moradores voltam a se mobilizar contra crescimento desordenado na Cidade Alta
Grupo de cem manifestantes organizou ato neste domingo, contra construção de condomínios na região
Cerca de cem manifestantes se reuniram na BR-440 (Via São Pedro), no último domingo (7), em ato organizado pela Associação dos Moradores da Cidade Alta. Esta é a segunda manifestação realizada pelo grupo que tem como principal demanda o crescimento ordenado da região, por meio do Plano Diretor de Juiz de Fora e da Lei Complementar 82/2018, que trata da Política de Desenvolvimento Urbano e Territorial. A ação ainda acrescentou mais nomes ao abaixo-assinado do movimento que soma cerca de mil assinaturas.
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Segundo o líder da associação, Celso Chapinotte, o tempo frio e chuvoso impediu que um número maior de pessoas comparecessem ao protesto, mas destaca a importância da continuidade dos atos. “Nós pensamos em adiar a manifestação por conta do tempo, mas a organização preferiu manter a data por acreditar que o importante não é a quantidade, mas sim uma regularidade que mantenha a brasa acesa do lado mais exposto da situação.”
Segundo Chapinotte, alguns sinais de que a mobilização está sendo ouvida já foram dados. “A interrupção de dois grandes empreendimentos, um na Vina del Mar e outro no Vale do Ipê, são sinais de que a resistência vem aumentando, se estruturando, e a sociedade está se organizando para fazer frente a esse descalabro. A audiência pública que ocorreu em maio foi determinante para que essas duas construtoras repensassem esse investimentos.”
A manifestação nas ruas é apenas uma das vertentes de ação do grupo que pretende recorrer à Justiça caso as reivindicações não sejam atendidas. “Estamos atuando frente à Câmara dos vereadores, ao Poder Executivo, junto ao Ministério Público, além de imprensa e mídias sociais. Daqui a pouco estaremos junto ao Poder Judiciário e caminhando muito forte para uma ação civil pública, já que o desordenamento está sendo tão grande que precisa ser interrompido por alguém”, conclui o representante.
A projeção do grupo é realizar um protesto no primeiro domingo de cada mês até que as exigências sejam atendidas, como a interrupção da construção de novos empreendimentos, a revisão das leis e que a sociedade esteja envolvida nos estudos de impacto dos mega empreendimentos.









