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Beatriz Ferreira garante mais um ouro na República Tcheca


Por Fabiane Almeida, estagiária sob supervisão de Carla da Hora

27/05/2019 às 18h45

O Grand Prix Usti Nade Labem acontece na República Tcheca desde 1971 e o Brasil, ao lado de Cuba, são os dois únicos países das Américas a conquistar o ouro na história do torneio. No último sábado (25), o Brasil subiu dez vezes ao pódio, com quatro ouros, duas pratas e quatro bronzes. Uma das responsáveis por essa conquista é a lutadora Beatriz Ferreira (60kg), baiana radicada em Juiz de Fora, filha do técnico e professor de boxe Sergipe. Ela enfrentou a boxeadora turca Sema Caliskan. Em um confronto difícil, Bia mudou sua estratégia ainda no primeiro round por orientação dos treinadores e passou a boxear no contra-ataque. A brasileira dominou os três rounds, pressionando a atleta da Turquia nas cordas e vencendo por 5:0.

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Bia, a primeira à esquerda, com a equipe da Seleção Brasileira que medalhou no último fim de semana (Foto: Confederação Brasileira de Boxe)

O resultado veio depois de já ter enfrentado representantes da Polônia (Aneta Rygielska) e da República Tcheca (Vendula Sedlakova) em outras duas lutas no mesmo dia. “Estou conseguindo excelentes resultados e estou feliz com meu desempenho. São treinamentos duros e agora estou vendo que vale a pena insistir, acreditar e sonhar, porque esse é o fruto que temos, o reconhecimento e os resultados positivos”, comenta a atleta à Tribuna. “Fiz três lutas diferentes e muito duras, que tive que usar muita técnica e mudar meu jogo. E isso é muito bom porque estou pegando experiência e me sentindo a vontade.”

O objetivo da Confederação Brasileira de Boxe é trabalhar os atletas para as Olimpíadas de Tóquio em 2020, mas Beatriz também visa os Jogos Pan-Americanos e o Mundial. “Vamos treinar duro para chegar nessas competições e arrasar”, aponta Bia.