Nova negociação na segunda
Os professores da rede municipal de ensino, em greve há quase duas semanas, se concentraram ontem na Praça Antônio Carlos, em frente à sede da Secretaria de Educação, para uma assembleia cultural, com show de MPB, declamação de poemas e manifestações de apoio à luta pela implementação do piso nacional do magistério. Diferente da última terça-feira, quando o protesto e a passeata dos docentes terminou dentro do prédio da secretaria, a mobilização de ontem foi tranquila.
Apesar do clima ameno, a estratégia até a reunião de negociação com a Prefeitura, na próxima segunda-feira, é buscar o apoio da secretária Eleuza Barboza, o que é óbvio até pela escolha do local de realização do movimento. Nosso piso já foi conquistado legalmente; agora é uma questão política. Por isso, estamos aqui, debaixo da janela da secretária, esperando que, por sua trajetória de vida, de luta pela educação, luta contra a ditadura, ela possa nos servir de interlocutora, para levar nossas reivindicações ao prefeito Custódio Mattos (PSDB), destacou o coordenador-geral do Sinpro, Flávio Bitarello.
Os educadores também comemoraram a publicação, na última quarta-feira, do acórdão da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que obriga os prefeitos e governadores de todo o país a pagarem o piso nacional. Bitarello acredita, inclusive, que o documento servirá de incentivo para os docentes municipais que ainda não aderiram à greve engrossarem o movimento. Essa lei não é uma lei da Prefeitura ou do Governo de Minas. É da educação, destacou. É um reconhecimento da importância da educação básica. Ninguém chega a prefeito ou governador sem passar pela educação básica.








