Internautas se unem contra aumento de vereadores
A polêmica em torno do aumento de 46,5% concedido aos 19 vereadores pela Câmara Municipal de Juiz de Fora, que a partir de janeiro de 2013 passarão a receber salário de R$ 15.031,76, pode chegar ao prefeito Custódio Mattos (PSDB). Cidadãos juiz-foranos indignados com a alta remuneração dos parlamentares iniciaram ontem uma campanha nas redes sociais pelo veto à proposição aprovada no último período legislativo do ano. O movimento com cerca de 200 compartilhamentos no Facebook pretende reunir assinaturas digitais para sensibilizar o prefeito quanto à necessidade de veto ao reajuste. Em uma manifestação na tarde de ontem, nas escadarias do Palácio Barbosa Lima, cerca de 20 pessoas condenaram o aumento dos salários dos vereadores. Alguns estudantes universitários levaram cartazes onde comparavam o vencimento de um legislador com o de um professor. O grupo prometeu retomar o protesto em janeiro, quando os vereadores retornam do recesso de fim de ano.
Os vereadores usaram no reajuste o teto que pode ser destinado a um parlamentar municipal no país, uma vez que os subsídios pagos nas câmaras municipais não podem ultrapassar 75% dos ganhos dos deputados estaduais, que, por sua vez, recebem, como teto, 75% do salário dos deputados federais e senadores, que subiu para R$ 26.723,13 no final do ano passado. O novo salário corresponderá, em 2013, um gasto anual com cada vereador na ordem de R$ 297.628,80. Pelos cálculos, todos juntos embolsarão, ao fim de 12 meses, R$ 5.654.497,20. Sem contar que cada gabinete tem direito a R$ 5.382,37 a título de verba indenizatória – paga para a manutenção do mandato, mas que também é utilizada para o abastecimento de veículos e para a realização de serviços assistenciais pelos parlamentares, fora do Palácio Barbosa Lima – e de R$ 10.414,92 para a contratação de até sete assessores.








