Obras em Minas só devem sair em 2013
Mesmo com a autorização da presidente Dilma Rousseff, em caráter de urgência, para a retomada das licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), suspensas desde o dia 6 de julho em razão da crise no Ministério dos Transportes, as principais obras previstas para Minas Gerais devem começar a sair do papel apenas em 2013. O problema, segundo a analista de infraestrutura do Dnit, Patrícia Garbin, envolve os procedimentos burocráticos que antecedem o início das obras. Isso sem contar as restrições próprias do período eleitoral. Estão na fila de espera a reforma do Anel Rodoviário de Belo Horizonte e as duplicações das BRs 040 e 381. Outras 28 licitações de obras do Ministério dos Transportes em Minas também não foram retomadas. A previsão da pasta é que os processos sejam reiniciados ainda neste mês.
O início dos procedimentos licitatórios para ampliação e duplicação dos trechos da BR-040, da BR-381 e da modernização no Anel Rodoviário de Belo Horizonte chegou a ser anunciado, na primeira semana de junho, por deputados federais governistas e o senador Clésio Andrade (PR). Dos três empreendimentos, apenas aquele voltado para a BR-040 envolve diretamente Juiz de Fora e a Zona da Mata. Ainda assim, as obras compreenderam apenas o trecho entre os municípios de Ouro Preto e Ressaquinha. Na ocasião, Clésio antecipou a proposta de levar a duplicação até Santos Dumont em um segundo momento. A questão, segundo ele, teria aval do Ministério dos Transportes. O trecho entre Santos e Juiz de Fora seria o último do cronograma do plano estratégico do Dnit, com previsão para início apenas em 2015.
A retomada das licitações do Dnit manteve a esperança da Prefeitura de Juiz de Fora em relação às obras viárias do município, como viadutos e mergulhões, pleiteadas junto ao órgão. A expectativa inicial da administração era de que, ainda no início deste ano, os recursos sairiam, mas o corte no orçamento anunciado em fevereiro, acabou mudando os prazos. Depois, no fim do semestre, veio a crise no Ministério dos Transportes e as mudanças no Dnit. A aposta na viabilidade das obras de Juiz de Fora junto ao órgão ainda permanece. Funcionários da Prefeitura são unânimes em apontar que os projetos atendem a todos requisitos técnicos, além de serem pertinentes e necessárias.








