Lafayette Andrada volta à Assembleia
O deputado estadual Lafayette Andrada (PSDB) deixou ontem a Secretária de Estado de Defesa Social. Sua saída foi decidida após reunião com o governador Antonio Anastasia (PSDB). Assume em seu lugar o procurador de Justiça, Rômulo de Carvalho Ferraz, do Ministério Público Estadual. Ele será empossado na segunda-feira. Lafayette volta para a Assembleia de Minas para assumir a liderança do Governo ou do bloco Transparência e Resultado, que conta com 32 deputados filiados ao PSDB, PTB, PPS, PR, PHS, PRTB, PSD, PRP e PTdoB. Pelo Twitter, ele mencionou apenas o propósito de assumir a liderança, mas não especificou qual. O governador Anastasia acaba de me convocar para a liderança na Assembleia. Estou muito entusiasmado com o novo desafio.
Com a disposição do atual líder governista, deputado estadual Luiz Humberto Carneiro (PSDB), de concorrer à Prefeitura de Uberlândia, a liderança deve vagar. Lafayette, no entanto, não é o único na linha sucessória. O nome do líder do bloco Transparência e Resultado, Bonifácio Mourão (PSDB), também aparece com chance. Certo, por ora, é que as lideranças ficarão com os dois. O desafio de ambos será conter o avanço da oposição, que se fortaleceu, no ano passado, com a greve dos professores da rede estadual. Desde então, o retorno de Lafayette ao Parlamento começou a ser cogitado.
Paralelamente, o ex-secretário vinha enfrentando denúncias de crise em sua antiga pasta, embora tenha negado qualquer influência externa em sua saída. Assumi a convite do governador e, agora, também a convite dele, estou assumindo novo desafio na Assembleia. Quanto à suposta crise, Lafayette disse que, a partir da junção de três episódios distintos, começou-se a especular sobre algo que nunca existiu.
Nova pressão
Primeiro foi a troca de comando da Polícia Militar (PM). Saiu o coronel Renato Vieira de Souza e, em seu lugar, entrou o coronel Márcio Martins Sant’Ana. Ao mesmo tempo, foi iniciada a articulação em torno da mudança de líder na Assembleia. Dias depois, um sargento da PM foi executado a tiros por policial civil em Esmeraldas. Misturaram tudo e interpretaram isso como uma crise. Como não bastasse, o ex-secretário enfrentou nova pressão por conta da divulgação de dados sobre a criminalidade em Minas.
Após um ano e dois meses à frente da Defesa Social, Lafayette apontou o avanço no campo da ressocialização de detentos. Assumimos com oito mil detentos trabalhando, e hoje temos 12 mil. E destacou como desafio a ampliação do número de vagas nos presídios. Temos 30 mil vagas para 48 mil presos.








