Professores estaduais farão nova paralisação
Uma manifestação conjunta reuniu servidores estaduais da educação, da saúde, da Polícia Civil e eletricitários ontem, no pátio da Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte. Além de melhores políticas salariais, as categorias cobram do Governo o pagamento imediato do prêmio por produtividade e o restabelecimento no atendimento do Ipsemg. Para a coordenadora regional do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), Victória de Fátima Mello, a ação unificada resulta em maior força dos movimentos. A união é extremamente positiva e resultou em uma manifestação muito grande.
No encontro, os professores definiram o calendário de ações da próxima semana, com dois dias de trabalho em meio turno: dias 16 e 17. Na quarta (16), os professores continuarão nas escolas para debater nossa situação. Na quinta, a discussão será com os pais dos alunos. No dia 18, acontece uma assembleia regional, explica Vitória. Uma paralisação integral está programada para o dia 22, quando haverá nova manifestação em Belo Horizonte, para tentar barrar a votação da proposta do Executivo, que modifica os percentuais de progressão na carreira do magistério. Os docentes estaduais afirmam que o Governo propôs reduzir de 22% para 5% o aumento salarial a que a categoria tem direito a cada progressão em nível de formação, e de 3% para 1% o reajuste relativo ao triênio dos professores.
Greve mantida
Já os policiais civis deliberaram pela manutenção da greve. A possibilidade de uma radicalização do movimento, com redução no atendimento de 50% para 30%, foi adiada. Vamos trabalhar por uma maior adesão em todo o estado do expediente, quando o nível de adesão for o desejado, podemos alterar a atual cartilha do movimento, afirma Denílson Martins, presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol).








