Estado recua e propõe 5%
O Governo estadual apresentou nova proposta salarial aos servidores, prevendo um reajuste de 10% para todas as categorias que ainda não receberam aumento em 2011. Na terça-feira, a secretária de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, havia anunciado a correção dos salários do funcionalismo apenas para outubro do ano que vem. No entanto, o Governo recuou e confirmou, na quinta-feira, aumento de 5% a partir de outubro deste ano e outros 5% em abril de 2012, após reunião entre o Comitê de Negociação Sindical (Cones), a secretária de Planejamento e o secretário da Fazenda, Leonardo Colombini. O índice será adicionado ao projeto de lei que será encaminhado à Assembleia, depois da avaliação das entidades sindicais de cada categoria.
A proposta do Governo prevê também a definição de uma data base para o funcionalismo. Nesta semana, a Secretaria de Planejamento apresentou um estudo técnico que aponta outubro como o mês ideal para revisão salarial, uma vez que já será possível ter dados sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal do segundo quadrimestre, além de um prognóstico sobre as possibilidades financeiras do tesouro estadual. Entre as categorias atingidas pelo aumento estão a Polícia Civil e os servidores da educação, em greve há mais de mês, e os de saúde, que interromperam a greve ontem.
Segundo Yara Aquino, coordenadora de comunicação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute), os servidores de educação continuarão parados em Juiz de Fora, pelo menos até a próxima terça-feira, quando haverá reunião dos conselheiros sindicais em Belo Horizonte. Na quinta, a 3ª Vara da Fazenda Pública indeferiu liminar do sindicato contra o Governo do estado, fazendo com que a determinação de corte dos dias não trabalhados fosse mantida. "Vamos discutir os rumos do movimento nesta reunião, sobretudo devido ao corte no salário. Só o reajuste apresentado não atende nossas reivindicações."
Os policiais civis também permanecem de braços cruzados até o dia 19, quando haverá uma assembleia geral da classe. "O reajuste só atua sobre a questão salarial, enquanto nossa pauta trata também de pontos como subsídios", avalia o analista de Tecnologia de Informação do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindipol- MG), Roberto Coelho.
Já os profissionais da Saúde, em assembleia realizada ontem, às 14h, deliberaram pelo fim do movimento. "A greve acabou, mas continuamos mobilizados, para ver o quanto podemos avançar em outras pautas", anuncia uma das diretoras do Sindicato Único dos Trabalhadores em Saúde (Sindi-Saúde), Ângela Eulália dos Santos. Ela informou, ainda, que a categoria se reunirá com Renata Vilhena na semana que vem, para discussão das reivindicações não contempladas pela proposta do Governo.








