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Maioria rejeita aumento e Câmara fica com 19 cadeiras


Por Júlia Pessôa

19/07/2011 às 07h00

A Câmara Municipal continuará tendo 19 cadeiras a serem pleiteadas pelos candidatos nas eleições de 2012. Votado ontem, o projeto de emenda à Lei Orgânica Municipal, que aumentaria o número de vereadores para 21, foi rejeitado pela maioria, com 12 votos contra. Na sexta-feira, a proposta foi retirada da pauta, porque não obteria os 13 votos necessários à aprovação. Na ocasião, havia sido rejeitada pelos três vereadores da bancada do PT – Flávio Cheker, Roberto Cupolillo (Betão) e Wanderson Castelar -, do líder do Governo, Noraldino Júnior (PSC), de José Fiorilo (PDT) e de José Laerte (PSDB). A novidade decisiva, na reunião de ontem, foi a adesão dos vereadores do PMDB – José Sóter Figueirôa, Julio Gasparette e Francisco Canalli -, que votaram contra o aumento e encerraram a discussão na Casa.

Figueirôa, líder do PMDB, informou que a opção de sua bancada foi feita através de uma reunião realizada entre membros do partido, que teve a presença de pré-candidatos a uma cadeira na Câmara no próximo pleito. "Foi decidido, unanimemente, que a manutenção dos 19 não traria prejuízo ao PMDB." Ele frisou, entretanto, que a posição não reflete a opinião dele ou de qualquer outro vereador peemedebista. "Este é o parecer do partido, que expresso aqui como líder". Canalli também argumentou neste sentido. "O PMDB ficou com o número 19, e nós acatamos esta posição conjuntamente." Já Gasparette disse que apresentará projeto para que a Casa continue com o mesmo número de parlamentares, mas que estes trabalhem 30 dias por mês, ao contrário dos 15 atuais. "Temos que mostrar o quanto a Casa está trabalhando, e estar dispostos a trabalhar ainda mais."

E foi preocupado com a opinião dos eleitores que Noraldino tomou sua decisão final. Ele disse que buscou a opinião da população para decidir seu voto, e a maioria optou pela manutenção dos 19. "Acho que mais importante que isso é a discussão da reforma política, de um sistema eleitoral em que quem assuma sejam os candidatos eleitos com maioria de votos". É o que também defende José Laerte (PSDB). "Precisamos é de vereadores com mais votos, para que a população tenha maior representatividade."

Para a vereadora Ana Rossignoli, que também recusou a proposta de emenda, não há necessidade de ampliar o número de parlamentares, já que o trabalho feito com o número atual está sendo bem realizado. "É um bom número, e é a opção da maioria, que deve ser respeitada." Em concordância, o petista Castelar acrescentou que o aumento no número de cadeiras no Parlamento acaba favorecendo partidos pequenos. "Alguns destes partidos são pequenas confederações de candidatos, sem identidade ideológica, sem unidade, sem vínculo com os eleitores. O que é democrático? Abrir a porta do Parlamento para aventureiros?", questionou.

O presidente da Casa, Carlos Bonifácio (PRB), que defendeu a ampliação na Casa, destacou que projeto só foi apresentado para apreciação porque um estudo prévio garantiu que o impacto financeiro da medida estaria dentro dos recursos disponíveis. "O orçamento da Câmara comportaria mais dois vereadores." Para o vereador José Emanuel (PSC), que foi derrotado na votação, a aprovação da emenda seria um avanço para Juiz de Fora. "A cidade cresceu e merecia uma Câmara com mais representantes do povo."