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Servidor da UFJF volta ao trabalho


Por Tribuna

13/07/2011 às 07h00

Os técnicos-administrativos da UFJF, de braços cruzados desde o dia 8 de junho, retomam as atividades amanhã. A decisão de suspender a greve segue orientação da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra) e foi aprovada por uma ampla maioria em reunião realizada na manhã de ontem no Restaurante Universitário (RU) do Centro. Com isso, todos os setores que dependem do trabalho da categoria, como os RUs, bibliotecas, a Central de Atendimento, a Gerência de Transportes, além de laboratórios, secretarias e coordenações, retomam seu funcionamento normal. As duas unidades do Hospital Universitário, nos bairros Santa Catarina e Dom Bosco, também voltam a atender a população.

O Secretário de Educação do MEC, Luiz Cláudio Costa, e o Secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva, enviaram, no dia 5 de julho, um documento ao comando nacional de greve dos trabalhadores, propondo a retomada do processo de negociação após a suspensão do movimento.O Governo solicita ainda, que o diálogo seja realizado dentro de um cronograma que considere a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012, cujo prazo é até 31 de agosto de 2011. A proposta foi avaliada pelos grevistas no dia 6, e o retorno às atividades foi aprovado por 52 votos a 47.

A partir desta votação,os sindicatos foram orientados a fazerem assembleias para deliberar sobre a proposição. Optamos por parar com a greve porque o começo das negociações pode trazer alguma conquista. O mínimo que reivindicamos é a negociação da data base, argumenta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino no Município de Juiz de Fora (Sintufejuf), Paulo Dimas. Ele afirmou, ainda, que os servidores estão realizando assembleias em todo o país, e que a maioria das universidades está optando pela volta ao trabalho. Esta é a condição ideal para negociação, pois a fragmentação do movimento dificulta avanços no diálogo com o Governo. O presidente do Sintufejuf alerta, entretanto, que depois de 31 de agosto, se as expectativas da categoria não forem atendidas, as bases podem realizar novas assembleias e discutir nova possibilidade de greve.