Maratonista de JF arrecada recursos para competir na África do Sul

Em busca de disputar a Comrades Marathon, na África do Sul, em 9 de junho de 2019, o ultramaratonista Gláucio Monte-Mór, 40 anos, arrecada recursos por meio de financiamento on-line e rifas para custear as despesas da viagem. Em 2019, a maratona acontecerá morro acima – “up run”; as edições anuais revezam-se entre as modalidades “up run” e “down run” (morro abaixo), entre as cidades de Durban, litorânea, localizada na costa do Oceano Índico, e Pietermaritzburg, próxima à região serrana. Gláucio estima arrecadar até R$ 5 mil somente com a vaquinha; já em relação à rifa, cujo custo é R$ 10, dentre as recompensas, dois prêmios de R$ 500 em dinheiro conforme sorteio da Loteria Federal.
“É uma prova internacional que logicamente tem um custo alto, já que é uma viagem muito cara, tem o custo de passagem aérea, hotel, etc.”, pontua Gláucio, que disputou as edições de 2015 e 2016 da ultramaratona, prova da modalidade mais antiga da história – surgiu em 1921. Chega a 90km o percurso. Conforme o ultramaratonista, “não é a mais difícil, nem a mais longa, mas a mais antiga. Na primeira vez, eu consegui o patrocínio de algumas empresas e, na segunda, consegui o dinheiro via rifa”; para arrecadar verbas para a edição de 2019, Gláucio produziu mil bilhetes de rifa para a venda. Em 2018, cerca de 25 mil pessoas participaram da ultramaratona.
Do total dos valores arrecadados, o ultramaratonista estima repassar 10% do montante do financiamento online, mais R$ 500 do lucro com as rifas à Associação Pedrinho, cujos serviços filantrópicos são realizados junto a crianças em situação de vulnerabilidade. “Dessa vez eu resolvi fazer algo diferente. Como um amigo meu coordena a Associação Pedrinho, decidi ajudá-lo. Eles ajudaram mais de 500 crianças carentes em várias regiões da cidade”, explica Gláucio. Em caso de interesse em contribuição, os leitores podem entrar em contato com Gláucio por meio do número (32) 98886-9680.
Tempos
“Em 2015, eu fiz a prova morro acima. Nós temos 12 horas para completá-la; 11h59m59. Quem termina a prova com mais de 12 horas, não ganha nem medalha. Nem passa no pórtico. Em 2015, eu terminei com 8h56m e, em 2016, descendo, terminei com 7h54m”, conta Gláucio; seu objetivo é a superação do tempo cronometrado há quatro edições, embora as condições climáticas sejam desfavoráveis em razão da mudança brusca de altitude e temperatura. Para manter a competitividade na modalidade morro acima, Gláucio desenvolve uma metodologia própria para reforçar a musculatura. “Eu, normalmente, treino seis vezes por semana e entre dois e três destes treinos são dedicados a morro, escada. Já fiz treinos subindo de Três Rios (RJ) para Juiz de Fora, que é 70km morro a cima. Subi as serras de Petrópolis e Teresópolis no mesmo dia, totalizando 30km morro acima. Fiz também o treinamento em uma escada do Bairro Santos Dumont que tem mais de 400 degraus.”









