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Brasil enfrenta Argentina na Arábia Saudita, e Tite faz mistério sobre a escalação


Por Gazeta Press

15/10/2018 às 20h17

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Tite conversa com Neymar durante treino no estádio King Abdullah nesta segunda (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Após vencer a Arábia Saudita sem mostrar um grande futebol, a Seleção Brasileira terá pela frente a Argentina, nesta terça (16), em Jedá. Enquanto os brasileiros contam com seus principais jogadores, os hermanos vão para o confronto sem seus principais atletas, como os atacantes Messi e Aguero. Pelo lado brasileiro, o técnico Tite tem feito mistério quanto a escalação, mas em entrevista a CBF TV, o volante Arthur deixou escapar que provavelmente será titular no clássico sul-americano. “Fico feliz pela oportunidade, acho que essa questão de entrosamento nós pegamos pouco a pouco nos treinos”, disse.

Arthur exaltou poder estar em campo no principal duelo entre seleções. O volante do Barcelona espera que a Seleção possa ter boa atuação diante dos argentinos. “Todo jogador gosta de estádio lotado, de grandes jogos e adversários. Contra a Argentina com certeza será assim, com muitos jogadores de qualidade do outro lado. É um dos maiores clássicos mundiais, o jogador se prepara para esses grandes jogos”, declarou. Fugindo do habitual, Tite não confirmou a escalação da Seleção. Em entrevista coletiva nesta segunda (15), o treinador revelou que ainda tem dúvidas em relação ao time titular e, por isso, optou pelo mistério para o duelo mais importante desde a eliminação da Copa do Mundo.

“Eu não me sinto muito confortável, porque não é a minha praia, mas em algumas circunstâncias, é importante. Não quero, se não tenho os atletas definidos, dar ao adversário a oportunidade de conhecer a escalação, até neste momento em que não temos esquema definido”, afirmou o comandante. De qualquer maneira, o treinador pode realizar até seis mudanças para o clássico. Alisson, Danilo, Miranda, Filipe Luis, Arthur e Roberto Firmino devem ganhar vaga na equipe titular nos lugares de Ederson, Fabinho, Pablo, Alex Sandro, Fred e Gabriel Jesus. Já Marquinhos, Casemiro, Renato Augusto, Philippe Coutinho e Neymar seguem entre os onze iniciais, formando a espinha dorsal.

O treinador descartou o clima de amistosos contra os hermanos. “Brasil e Argentina não é amistoso nunca. O jogo tem uma característica de rivalidade, mas não pode transcender. A competitividade leal vai acontecer, o peso das camisas vai acontecer. São duas equipes que estão se reformulando, mas a Argentina seguramente não vai abrir mão de seus principais atletas, tão pouco nós”, afirmou.

Sobre a ausência de Messi, que pediu dispensa da convocação de Lionel Scaloni, treinador interino da Albiceleste, o técnico da Seleção exaltou a qualidade do astro do Barcelona, dizendo que preferia sua presença na partida. “Sempre (prefiro o Messi em campo). A gente rivaliza com Argentina e a Alemanha, porque eles também têm grande qualidade. Gostaríamos que fosse com (Messi), mas a ausência dele não vai tirar o brilho do jogo”, analisou.

Na Argentina, o técnico Lionel Scaloni vem tendo que reformular a equipe sem poder contar com alguns de seus principais jogadores. Os atacantes Messi e Aguero pediram dispensa da seleção até o fim do ano. Com isso, vários atletas têm tido chance de mostrar serviço, como o zagueiro Kannemann, do Grêmio, que atuou na vitória contra o Iraque. Para esta partida, Scaloni indicou algumas mudanças do time. O atacante Dybala, o zagueiro Kannemann, os volantes Meza e Ascacíbar devem dar Salvio, Pezzella, Paredes e Battaglia, respectivamente.