Estado cria comitê para acompanhar pagamento dos servidores
Governo de Minas não garantiu cumprimento dos prazos e fim de parcelamento
Em reunião entre o Governo do Estado de Minas Gerais e representações sindicais nesta quarta-feira (8), o governador Fernando Pimentel (PT) criou uma comissão para acompanhar, rotineiramente, os dados fiscais do Estado. Entretanto, o fim do parcelamento e o cumprimento dos prazos não foram garantidos pela Administração, “uma vez que o grande empecilho para o fim do escalonamento é o déficit da previdência”, conforme a assessoria da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag).
Em razão dos sucessivos atrasos de pagamento e, consequentemente, da insatisfação dos servidores do Executivo estadual, representantes da Administração convidaram sindicalistas a verificar a entrada e saída de recursos, o fluxo de impostos, as sanções do Governo federal – de acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), os bloqueios somavam,a na última semana, R$ 400 milhões – e o pagamento da folha.
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Em nota enviada à reportagem, a Seplag informou que o objetivo do encontro “foi compartilhar de forma mais clara, os grandes números do Estado, mostrando que o parcelamento dos salários não é uma vontade do Governo, mas uma contingência diante do déficit financeiro”.
A pasta, contudo, não informou quem são os integrantes sindicais do Comitê de Acompanhamento Fiscal e da Folha e como funciona o processo de constituição do mesmo. Além disso, as atividades de acompanhamento também não foram especificadas. Sabe-se, apenas, da presença de representantes da Seplag, da SEF e da Secretaria de Estado de Governo (Segov). A parte desta comissão, o Governo estadual criou um segundo comitê, formado por representantes de servidores para “trabalhar a adequação previdenciária pública de Minas Gerais”, estimada em R$ 16,5 bilhões conforme dados divulgados pela pasta.









