‘Jobs’ reconta vida de fundador da Apple

O primeiro filme biográfico sobre o cofundador da Apple, Steve Jobs, interpretado por Ashton Kutcher, foi uma produção independente, antecipando à grande produção que a Sony prepara sobre o empresário e inventor, falecido em 2011. Exibido em janeiro no Festival de Sundance, "Jobs" chega nesta sexta-feira (6) às salas de cinema e traz Ashton Kutcher no papel principal, escolha que causou frenesi ao ser anunciada, já que o ator é famoso por interpretar tipos bobos e imaturos em filmes e séries.
Apesar do burburinho que qualquer produto relacionado ao lendário confundador da milionária Apple causa, o filme teve reações tímidas em Sundance e tem recebido muitas críticas negativas. O enredo narra 20 anos da vida de Steve Jobs, que vão da criação da Apple em uma garagem da Califórnia até 1996, quando retornou triunfalmente, retomando o controle da companhia.
Dirigido por Joshua Michael Stern e com roteiro de Matt Whiteley, "Jobs" glorifica o visionário inventor do iPod, sem se aprofundar em pontos mais polêmicos de sua história. Mesmo assim, o longa dedica algumas passagens à ilustração do caráter difícil de Jobs, como o brusco término com a namorada grávida e a recusa inicial de reconhecer a filha.
Uma das críticas mais ferrenhas à produção veio do cofundador da Apple, Steve Wozniak – interpretado por Josh Gad em "Jobs" -, que manifestou publicamente suas reservas. Criador dos primeiros computadores da marca, Apple I e Apple II, Wozniak declarou ao jornal "Los Angeles Times" que ficou incomodado com uma cena em que Jobs descreve o potencial dos sistemas operacionais que acabara de desenvolver. "Na cena, Steve me dá uma aula, mas na realidade foi exatamente o contrário. Naquela época, ele sofria um fracasso atrás do outro. Era incrivelmente visionário, mas não tinha a capacidade de levar para a prática o que imaginava."
Ashton Kutcher respondeu à provocação em uma entrevista à revista "The Hollywood Reporter", na qual afirmou que Wozniak gostaria de ter sido mais representativo no roteiro da produção independente. "Claramente, o filme se chama ‘Jobs’. É sobre Steve Jobs, sobre a herança deixada por ele, então deve ter foco maior na contribuição dele para a Apple." Kutcher disse, ainda, que Wozniak é colaborador da cinebiografia da Sony, que está em fase de roteiro, assinado por Aaron Sorkin, vencedor do Oscar pelo roteiro adaptado de "A rede social", sobre a criação do Facebook.
UCI 1: 14h25, 17h05, 19h50 e 22h30. Alameda 3: 16h30 e 21h30. Alameda 3 (dub): 14h05 e 19h
Classificação:12 anos
One direction

Não adianta dizer o contrário: todo mundo foi, é ou será fã de alguma coisa ou alguém. Ao longo da história da cultura pop, os integrantes de boybands – formadas por belos rapazes que cantam, dançam e lançam moda – sempre foram elevados ao posto de ídolos. Na atualidade, o fenômeno mais recente do gênero chama-se One Direction, grupo teen formado pelos britânicos Harry, Louis, Liam, Niall e Zayn, cinco garotos que alcançaram a fama mundial da noite para o dia, após participação no reality show musical "The X-Factor".
Alimentando a curiosidade dos "directioners" – como são chamados seus fãs -, o filme "One Direction" estreia nesta sexta-feira, mostrando um pouco do universo dos meninos. O longa começa narrado pelos próprios integrantes, enquanto imagens pessoais são mostradas na tela em uma exploração interessante do recurso 3D. Depois, o telespectador é conduzido a 2010, quando os rapazes participaram de "The X-Factor". Rejeitados como artistas solo pelo corpo de jurados, eles ganharam a chance de continuar no programa caso formassem uma banda, solução que foi a catapulta para o fenômeno mundial que o grupo se tornou.
O filme mostra, ao mesmo tempo, como a ascensão afetou diversos aspectos da vida dos adolescentes. Por um lado, são jovens que mal conseguem aproveitar o dinheiro que ganham devido às demandas da carreira. Já outras passagens emocionam o público, como o momento em que Zayn dá uma casa de presente para a mãe, ou quando a mãe de Harry afirma que sempre achou que seria ela quem levaria o filho para conhecer o mundo. Trechos bem-humorados impedem o sentimentalismo excessivo, como as diversas cenas mostrando o grupo pelo que eles são: cinco garotos que, como qualquer outro da idade deles, passam o tempo fugindo das pegadinhas que pregam uns nos outros.
Intercalado com imagens de turnê, shows e depoimentos de fãs, o longa também é interessante para quem desconhece por completo o "One Direction", por levantar a reflexão sobre questões como fama, dinheiro e a maneira como a sociedade interpreta produtos do entretenimento. Provavelmente a febre One Direction será mais um fenômeno passageiro, como Menudos, Backstreet Boys e N’Syncs da vida, efemeridade que os próprios rapazes reconhecem no filme. "Só queremos que, no futuro, os fãs contem a seus filhos como gostavam da banda", afirmam eles, com o ar sonhador típico dos juvenis.
UCI 2 (3D): 13h05, 15h10, 17h15, 19h20, 21h25 (todos os dias) e 23h30 (somente sexta e sábado). Alameda 5: 15h, 17h10, 19h10 e 21h10
Classificação: livre









