A rotina de uma prisão feminina
Três mulheres marcadas pelo destino: Cláudia Rullian tem 54 anos, é a mais antiga detenta da penitenciária Madre Pelletier, de Porto Alegre, para onde foi levada depois de ser condenada a 28 anos de prisão por assaltos e latrocínio. Líder entre as presidiárias, recebe em sua cela e dá proteção à novata Daniela Cabral,19, que corre risco de morte por ser suspeita de ter matado o próprio filho – crime inaceitável aos olhos da maioria das prisioneiras. Já Betânia Fontoura da Silva, 28, mãe de duas crianças, após ser transferida para o regime semi-aberto, sente a tentação de viver a liberdade em companhia de um novo amor, o que a instiga a não voltar para dormir na prisão. Essa é a trama de O cárcere e a rua, que será exibido hoje, às 9h e às 14h, no no Sesc (Av.Rio Branco 3090 – Centro). Premiada como melhor documentário no Festival de Gramado de 2004, a produção, dirigida por Liliana Sulzbach, de Batalha naval, O branco e A invenção da infância, inovou ao mostrar o universo carcerário por um ângulo pouco abordado no cinema: a rotina de uma prisão feminina, com preconceito que atinge dolorosamente as mulheres infratoras, abandonadas pelas famílias com frequência maior que os prisioneiros homens.









