Arte além da vida
Segundo sucesso dirigido pela atriz Ana Rosa – Violeta na janela estreou em 1997 com direção, produção e atuação dela -, O Cândido Chico Xavier, de Flávio Serra, chega a Juiz de Fora hoje para apresentação única no Pró-Música. Espetáculos com temática espírita têm atraído um público cada vez maior e não saem de cartaz do circuito.
Para Ana Rosa, que conversou com a Tribuna por telefone na última quarta, o tema atrai pela curiosidade. Todo mundo, no fundo, tem a consciência ou no inconsciente que somos criados por alguém superior, tenha esse o nome ou a forma que tiver, destaca. Afinal, a vida não é à toa, não brota como um pé de alface e murcha depois. Temos objetivos e, com o passar do tempo, começamos a perceber o que, de fato, estamos fazendo aqui, aponta a diretora, cuja espiritualidade tem um peso maior de inspiração. A doutrina me ajuda, como filosofia, religião e ciência. O espiritismo me garante ferramentas para o dia a dia na vida particular e profissional, como mãe, mulher e – porque não – diretora teatral.
Desde sua estreia, em agosto de 1999, no Rio, O Cândido Chico Xavier vem sendo apresentado em todo o Brasil, percorrendo mais de 200 cidades, totalizando um público aproximado de 500 mil espectadores até o final de 2011. Tive o máximo de cuidado, como aconteceu em ‘Violeta na janela’, pois é preciso vender o espetáculo como obra de arte e, desta maneira, atingir quem acredita ou não na doutrina espírita. E certamente quem não acredita não vai se sentir agredido, porque, para esses, no mínimo, será como apreciar um produto cultural do gênero ficção científica, ressalta Ana Rosa, preparando-se para voltar às telonas com o longa A vida continua e aos palcos com Violeta na janela.
Estrelada pela Cia. do Caminho, O Cândido mistura comédia e drama, com músicas de Vital Lima e Marcos Tê, compostas especialmente para contar o lado humano de Francisco Cândido Xavier. Quando fizemos a adaptação (em 1999), minha condição foi que o Chico lesse o texto e aprovasse. E ele deu o aval. Tudo na peça é fiel, se estou fazendo algo sobre espiritismo não posso inventar, afirma Ana Rosa, que contou ainda com um velho amigo de cena na montagem. Espírita declarado, o (ator) Carlos Vereza fez uma participação especial gravada, interpretando a voz do espírito Emmanuel, mentor de Chico.
O CÂNDIDO – CHICO XAVIER
Hoje, às 20h
Pró-Música
(Av. Rio Branco 2.329)









