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75 aprovados na Murilo Mendes


Por RAPHAELA RAMOS

07/09/2011 às 07h00

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A edição 2011 da Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura aprovou 75 propostas entre as 268 inscritas. Segundo o superintendente Toninho Dutra, a verba de R$ 1 milhão foi distribuída de forma equilibrada pelas diversas áreas, sendo que a literatura e a música tiveram os maiores números de iniciativas selecionadas – 26 e 17, respectivamente. "Temos bons projetos em todos os campos artísticos." Entre os contemplados, 51 proponentes receberam a verba total solicitada. Ao restante, foi oferecido entre 80% e 96% do valor da proposta. No ano passado, 80 projetos foram aprovados.

Conforme salienta Dutra, a Comissão Municipal de Incentivo à Cultura (Comic) realizou, durante a terceira etapa do processo seletivo, uma análise rigorosa dos projetos e de suas possibilidades de execução, deixando de fora 78 propostas, algumas bem avaliadas pelos consultores técnicos. "Muitas apresentaram equívocos, como preços superiores aos do mercado, desvalorização de artistas locais e desequilíbrio nas remunerações. É preciso seguir as determinações do edital, inclusive o teto de R$ 25 mil." Setenta e cinco iniciativas haviam sido eliminadas na primeira fase da lei – que checou a documentação e as especificidades de cada área – e 40 foram recusadas pelos consultores na segunda etapa.

Pré-cadastro será obrigatório

Vinte e dois proponentes aprovados são da categoria baixo custo, para projetos de até R$ 4 mil. O poeta Hernany Tafuri, selecionado pela terceira vez, prepara-se para editar seu livro de poesias "Gagueira da alma", orçado em R$ 3.562. "É uma edição de bolso, com cerca de 60 poemas e papel reciclato", adianta o escritor, que não foi contemplado na primeira vez em que se inscreveu na lei. Para Tafuri, o cadastro prévio lançado em 2011 desburocratizou a seleção. "Optei por ele para facilitar a avaliação." De acordo com Toninho Dutra, a intenção é manter a dinâmica em 2012, a fim de que boas ideias não sejam eliminadas por falhas documentais. "O cadastramento preliminar passará a ser obrigatório. E quem já estiver com o documento comprobatório em mãos precisará apenas revalidá-lo anualmente." Entre os aprovados, 51 fizeram o pré-cadastro.

A artista plástica Valéria Faria também se preocupou em apresentar seus documentos com antecedência, já que havia sido reprovada quatro vezes por problemas desse tipo. Seu projeto "Navalha do tempo – barbearias tradicionais em Juiz de Fora" vem sendo desenvolvido há tempos, mas agora poderá ser finalizado. "Pesquiso a memória da cidade por meio das barbearias antigas. Cerca de cem imagens serão apresentadas em livro e exposição." Outras cinco propostas foram selecionadas nas artes visuais. O audiovisual também aprovou seis; já o patrimônio e as artes cênicas, sete; a pesquisa, uma; e outras áreas, cinco. Confira lista de aprovados no site da Tribuna (www.tribunademinas.com.br)

Este ano, foi investido cerca de R$ 1 milhão – R$ 66 mil a menos que em 2010. Além dos R$ 850 mil provenientes do Fundo Municipal de Cultura (Fumic) e dos R$110 mil vindos de emendas parlamentares dos vereadores Rodrigo Mattos (PSDB/R$ 50 mil) e Flávio Cheker (PT/R$ 60 mil), a Funalfa contou com R$ 40.103,22 de seu próprio orçamento.