Gestos espontâneos em argila
As modelagens em argila, recurso que servia aos estudos das formas realizados por Maurilio Souza, acabaram por desafiar o escultor, que sempre trabalhou com madeira. Na exposiçãoEsculturas: gestos e sentimentos, o artista apresenta sua primeira mostra de cerâmica. A liberdade do trabalho com a argila, oposto das restrições no entalho da madeira, foi – ao contrário do que pode parecer – desafiadora. Quando você trabalha a madeira já precisa ter em mente aonde quer chegar. As peças têm tamanho e forma estabelecidos, caso dos troncos de árvores. Já com a argila, você pode ir até onde quiser, diz o escultor. A falta de limitações na modelagem das peças dita os contornos de formas humanas, mas que não obedecem às proporções naturais. Mais que representar o corpo humano com perfeição, o trabalho se propõe a expressar a movimentação e o estado de espírito dos corpos. A dança, sobretudo a contemporânea, é a essência dessa expressão, avalia o artista, que se inspirou em tal arte em algumas das peças, desenvolvidas em diferentes cores de argila. A mostra, que será aberta ao público nesta quinta, às 20h, fica em cartaz até o dia 5 de maio no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (Av. Getúlio Vargas 200). Visitação de terça a sexta, das 9h às 21h, sábados e domingos, das 10h às 21h.









