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Por Tribuna

09/10/2011 às 07h00

 

Bookcrossing na internet

 Apaixonada por livros desde a infância, Leila acredita que a iniciativa pode ampliar o acesso à leitura, trazendo para mais perto da população uma prática iniciada na internet, em sites especializados em troca de livros, como o Trocando Livros(trocandolivros.com.br), o Troca de Livros (trocadelivros.com.br) e o Livra Livro (livralivro.com.br). Depois de realizar um cadastro nessas páginas, o usuário cria sua lista de livros que estão à disposição. Quando um dos títulos for solicitado – e enviado para a outra pessoa -, ele recebe um crédito, ganhando o direito de escolher um livro nas outras listas cadastradas. "Tirar esse movimento da internet e trazer para a rua é uma forma de incluir as pessoas que não têm essa prática", argumenta Leila.

 O chamado bookcrossing existe há mais de uma década no exterior e vem ganhando espaço no Brasil desde 2003, quando internautas organizaram em São Paulo um dia de troca de livros. O movimento incentivou as pessoas a deixarem um livro em algum local da cidade, como bancos de praças, mesas de bares, ônibus, para ser encontrado por outro leitor, aleatoriamente.

 No país, a prática é incentivada também pelo projeto "Livro para voar". Após cadastro na home page do grupo (www.livroparavoar.com.br), o participante registra sua opinião sobre um determinado título e, em seguida, o "liberta" em qualquer parte da cidade. Antes disso, deve avisar o local no site, para que outro usuário possa encontrá-lo. Atualmente, o Brasil é a segunda maior rede de bookcrossing do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, onde o movimento começou.