Ideias para a ocupação da Estação Mariano Procópio
A comunicação bateu à porta da jovem Joana Franco, prometendo instrumentos para mudar o mundo. Interessada na liberdade de expressão, ela resolveu abrir a casa. Minha escolha pela área veio de um anseio por mudança social. Formada pela UFJF, Joana atua como coordenadora do curso de design gráfico da Faculdade Estácio de Sá. A ONG LADesign, que procura fomentar a prática do design como fator de inovação e sustentabilidade, também está na rotina da carioca, que passou infância e adolescência em Lambari, no Sul de Minas. Quando veio estudar por aqui, Joana não pensava em fincar raízes. Mas a cidade lhe ofereceu oportunidades de trabalho e amizades para toda a vida. Juiz de Fora me ensinou a recomeçar. Mestre em comunicação e novas tecnologias, a designer diz que a internet é a potencialização do inconsciente coletivo, da capacidade de se conectar e construir conhecimento. Já a comunicação ela não consegue definir. Exatamente por ser intimamente associada ao ser humano.
Você é o Buda, de Satyaprem
Passagens de conversas realizadas em satsang, ou ‘encontro com a verdade’. A meditação é um modo de comunhão para além de religiões
Bastardos inglórios, de Quentin Tarantino
É possível ver todo o talento de Tarantino para criar cenas surpreendentes e abordar assuntos que nas mãos de outro se tornariam clichê
Festança, de Mariana Aydar
Mariana Aydar consegue dar vida a essa música de modo primoroso. Para quem gosta de samba, é uma boa pedida
C_mpl_te , de Móveis Coloniais de Acajú
A banda tem o equilíbrio perfeito entre letra, ritmo e estilo. O CD é ‘completo’ e merecedor do trocadilho
As aventuras da linha, com trabalhos de Saul Steinberg
Está na Pinacoteca de São Paulo. Deixa claro o quanto a simplicidade dos meios exalta a criatividade do artista
30 Rock, escrito por Tina Fey
Comédias são essenciais para se manter o bom humor na vida. ’30 Rock’ mostra que para fazer rir é preciso rir de si mesmo
www.amenidadesdodesign.com
Blog de Carol Hoffmann sobre design e criatividade. Sempre um bom lugar para se inspirar
Site
super.abril.com.br
O site da revista ‘Superinteressante’ tem conteúdo bem feito e consegue ser instrutivo e de entretenimento
A iniciativa da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora em recuperar o prédio da Estação Mariano foi uma ação louvável, e esperamos que se irradie para outras construções históricas que há anos esperam pelo mesmo tratamento.
A Estação Rio Novo, como era conhecida, foi inaugurada em 1876 e era, anteriormente, o local de partida das antigas diligências que transitavam pela Estrada União e Indústria rumo a Petrópolis. Em 1881, recebeu a denominação atual em reverência ao Comendador Mariano Procópio Ferreira Lage, o construtor da primeira rodovia do Brasil e presidente da Estrada de Ferro D. Pedro II de 1869 a 1872.
A estação foi alvo de muitas críticas devido a sua localização, já que, nessa época, os moradores das áreas centrais de Juiz de Fora consideravam inadmissível o deslocamento de 3km para o embarque de passageiros, o que gerou uma mobilização popular, resultando na construção de uma nova estação, a Estação Central localizada na atual Praça Dr. João Penido e inaugurada em 7 de junho de 1877.
Aos poucos a estação centenária vem recuperando suas cores e formas, atraindo-nos o olhar e instigando-nos a memória. A construção, com o que restou da Fábrica dos Ingleses (Ferreira Guimarães) e a Chácara do Comendador Mariano Procópio, forma um núcleo histórico de valor inquestionável e de enorme potencial turístico.
Na qualidade de cidadão que procura acompanhar e registrar as transformações arquitetônicas e sociais que permeiam nossa cidade , aproveito o momento para ousar sugerir uma destinação para a ocupação do simpático imóvel, mesmo reconhecendo que talvez a administração pública já tenha definido o seu destino.
Porque não instalar ali um Museu do Trilho – um memorial dedicado aos trens e aos bondes? Não se trata de um museu ferroviário como o que já temos consolidado e em pleno funcionamento, mas um memorial dedicado a esses dois importantes meios de transportes.
As locomotivas, a partir de 1870, foram uma das principais forças motriz para o desenvolvimento do município, seja escoando a produção cafeeira ou transportando passageiros para o litoral de onde traziam produtos, maquinários, ideias e ideais que provocaram transformações significativas nos mais diversos setores e contribuíram para a formação de nossas identidades culturais.
Quanto aos bondes que circularam por quase um século em nossas ruas (1881-1969), estes desempenharam um papel importante na nossa expansão demográfica, interligando regiões desde os Passos até o Bairro Fábrica.
Da frota centenária de bondes que serviram à cidade, restam praticamente dois exemplares em condições precárias de conservação. Alojados no Parque da Lajinha sem nenhum sentido, eles poderiam ser restaurados e transferidos para o novo local, acompanhados de um mural explicativo sobre a história e importância desse que foi o primeiro meio de transporte público urbano de Minas Gerais.
Além das locomotivas e bondes, o museu poderia contar com uma biblioteca específica para o assunto e uma sala que abrigasse a produção intelectual local, que não é pouca, envolvendo pintura, fotografia, literatura e outras linguagens relacionadas ao tema.
Certamente, teríamos ali um referencial para pesquisa e um centro histórico sui generis no âmbito nacional e provavelmente internacional.
Avançando ainda mais na proposta, poderíamos instalar na estação e cercanias um Museu dos Transportes nos moldes do atual Museu Ferroviário, o que se justificaria visto a estreita relação histórica que a cidade tem com caminhos, estradas, rodovias, ferrovias etc.
Considero o local ideal para esse propósito, devido não só à proximidade com o Museu Mariano Procópio, mas também porque, do local, além de bondes e trens, partiram as memoráveis diligências, e, em um passado mais próximo, o lugar era ponto de chegada e partida de jardineiras e outros veículos vindos de várias regiões do país.
Assim sendo, na minha condição de passageiro do bonde da história, venho manifestar essa opinião que espero poder ter alguma repercussão junto às autoridades competentes e que tenho a convicção ser o pensamento de vários outros cidadãos.









