Diário de bordo
Uma semana pode parecer muito para conhecer uma cidade, mas se tratando de Buenos Aires é pouco. Fiquei hospedada em um apartamento no Centro, a duas quadras do imponente Obelisco, primeiro ponto turístico que avistei. Cheguei no domingo, e todos os guias recomendaram a feira de San Telmo, excelente opção para comprar lembrancinhas, não só pelo preço, mas também pela diversidade. Pelo menos 15 quadras de barraquinhas que vendiam desde lenços a artesanato local. Para chegar à feira de San Telmo, tive que passar pela Plaza de Mayo, onde está localizada a belíssima Casa Rosada.
No segundo dia, conheci os bosques de Palermo, perfeitos para um piquenique. O Jardim Japonês é muito bem cuidado e aconchegante. Andando pelas ruas do bairro, foi possível conhecer a bela arquitetura local. A caminhada foi longa, mas valeu a pena. Cheguei neste mesmo dia a Floraris Genérica, uma escultura feita de aço e alumínio, localizada na Plaza de las Naciones Unidas, um presente para a cidade do arquiteto argentino Eduardo Catalano. No terceiro dia, conheci o Museu do Bicentenário, localizado atrás da Casa Rosada, que conta a história da cidade, com entrada gratuita. De lá, fui a pé para Puerto Madero conhecer a Ponte da Mulher, outro ponto turístico da cidade. É um bairro novo e muito rico, com arquitetura moderna. Próximo a Puerto Madero se localiza o Cassino da cidade, muito interessante por estar localizado dentro de dois navios!
Na quarta-feira, comprei o ingresso para o Bus Turístico, que é uma ótima escolha para quem tem pouco tempo de conhecer a cidade. O ônibus passa por mais de 20 pontos turísticos e permite que os turistas parem nos pontos, conheçam e embarquem novamente em outros horários. Os ônibus rodam praticamente o dia todo. Foi assim que conheci o Caminito e o Planetário, na quarta, e o Rosedal e o Cemitério da Recoleta (onde jaz Evita Peron), na quinta, já que o bilhete tem validade de 24h.
Dois momentos especiais merecem destaque: a ida à Confiteria Ideal e ao Café Tortoni. Na Confiteria Ideal assisti a uma milonga, espécie de baile no qual os casais dançam tango. Mas nada daqueles shows ensaiados: são argentinos que frequentam o local e mostram um tango bem mais intimista e elegante. O Café Tortoni foi como uma volta ao passado, com atendimento de primeira qualidade dentro de um local lindíssimo e preservado. Não pude deixar de provar o famoso sorvete de dulce de leche que não deixa nada a desejar. Pelo contrário, supera- e muito- a expectativa. Também experimentei o chorizo, espécie de contra-filé muito saboroso e macio, acompanhado de fritas.
O último ponto turístico foi, enfim, a visita guiada à Casa Rosada, que já tinha visitado durante o dia e à noite, mas só de passagem. A cidade é tão encantadora, cheia de contrastes, com tanto a oferecer culturalmente, que, com certeza, será o destino de uma segunda viagem!









