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Só para quem quer rir muito


Por MARISA LOURES

08/06/2013 às 07h00

Prepare-se para se divertir, foi dada a largada da temporada do riso. A partir de hoje, o Pró-Música passa a abrigar o primeiro Festival de Gargalhadas. Dez espetáculos, sendo dois inéditos e oito já conhecidos do público, serão encenados até o dia 23 de junho (consultar programação). No total, serão 19 sessões. Os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria do espaço. Quem levar uma caixa de leite paga meia entrada. "Queremos movimentar a cena local. Durante o ano, escuto as pessoas perguntarem o motivo de a Campanha de Popularização do Teatro só acontecer em janeiro. Por isso, resolvi voltar com os grandes sucessos", afirma o idealizador do projeto, o ator e diretor Cláudio Ramos, que fez questão de preparar um set list para os pequenos. "Temos que criar o público do amanhã, fazendo com que as crianças tomem gosto pela arte", defende.

Baseado no livro "Manual de sobrevivência em recepções e coquetéis com buffet escasso", "Como sobreviver em festas e recepções com buffet escasso", de Belo Horizonte, é um dos destaques da atração. Carlos Nunes, vencedor do prêmio Multishow do Bom Humor Brasileiro, com passagens por programas da TV Globo, como "Zorra total", "Minha nada mole vida" e "A diarista", conta as experiências de um penetra em lugares onde comida e bebida não eram suficientes e ensina truques que ajudam os mais festeiros a não passarem por situações embaraçosas. Com texto de Ângelo Machado, Ênio Reis na direção, além de Marcos Kass e Douglas Gonzales no elenco, a comédia já foi vista por mais de 700 mil pessoas, marcando presença na Campanha de Popularização do Teatro da capital mineira por 15 anos. Mestre em não perder a piada, no final, Nunes ainda distribui certificado de conclusão de curso para os espectadores.

Outra novidade é o espetáculo "Contando ninguém acredita", de Cláudio Ramos. O ator mistura stand up comedy e piadas para contar histórias e fatos curiosos dos seus 25 anos de carreira. Ramos encarna personagens como a camelô/muambeira Irany, o bêbado Pudim de Cachaça e o senhor Josefino. Aos 80 anos de idade, o simpático velhinho acaba de ser pai de gêmeos, o que rende a ele uma entrevista para o quadro "É dando que se recebe", do programa "De lado com Gabicha", apresentado pela atriz Sandra Almeida.

 

 

Vai começar a festa

Quem abre a festa é o infantil "Palhaço Rosquinha: em hoje tem alegria", dirigido por Valdir Alves. Não vão faltar mágicas, malabares e números de palhaçaria. Em seguida, às 20h, é a vez de os adultos curtirem a peça "O filho da mãe", escrita pela roteirista de alguns programas da Rede Globo, Regiana Antonini. Cláudio Ramos dá vida a Valentina, uma publicitária bem-sucedida e mãe superprotetora. A vida da matriarca começa a tomar novo rumo quando o filho Fernando, interpretado por Rodrigo Bering, decide estudar cinema em Nova York com a ajuda financeira do pai, seu ex-marido por quem ela ainda é apaixonada após 15 anos de separação. A vida real é intercalada com flashbacks, levando a plateia a conhecer a relação construída entre mãe e filho em quatro momentos distintos. Tudo começa quando, sentada assistindo a um filme de Tom Hanks enquanto se recupera de uma cirurgia, a estagnação a leva a infindáveis lamentações.

A programação também conta com "Ratinho Tatá em histórias de boneca", comandado por Adryana Ryal, "Como fracassar na vida e ser infeliz no amor", de Gueminho Bernardes, "Piastras e fuxicos – cenas hilárias de um salão de beleza", dirigido por Maurício Ribeiro, além de "Criança tem cada uma", "Fulaninha e Dona Coisa" e "Minha sogra é um pitbull", as três de Ramos.

 

"’Minha sogra é um pitbull’ integra a Campanha de Popularização do Teatro há cinco anos. "Mineiros on the beach", do Gueminho, participa há mais de uma década, e são recordes de público", defende Cláudio Ramos ao ser indagado sobre o fato de criar um festival com vários espetáculos já apresentados na cidade. Será que o juiz-forano quer ver tudo de novo? "A cada ano, as peças vão caindo no gosto popular. O repetido já tem o referencial e chama espectador. Percebemos isso quando estamos no balcão vendendo os ingressos. Apresento espetáculos repetidos, mas sempre venho com algo novo. O inédito não atinge 50 por cento da plateia", sentencia ele, que já planejou a edição do Festival de Gargalhadas de 2014. "No ano que vem, marcamos no mês de maio. Vou tentar trazer mais espetáculos inéditos", promete.