Parte do prédio do DCE será demolida

Reforma teve início há cerca de duas semanas
Quem passa pelo antigo prédio do Diretório Central dos Estudantes (DCE), localizado na esquina da Rua Floriano Peixoto com a Av. Getúlio Vargas, já vê os primeiros sinais da prometida reforma. Os andaimes foram montados há cerca de duas semanas, e a expectativa, segundo o pró-reitor de infraestrutura, Paschoal Tonelli, é de que, nos próximos dias, a construção erguida entre o prédio principal e outro fixado nos fundos, onde funcionava uma gráfica, seja demolida para dar lugar a um espaço de convivência. "Estamos nas preliminares, ainda não fizemos qualquer intervenção considerável. A parte que será destruída não integra o conjunto original", afirma Tonelli.
Conforme já publicado pela Tribuna, a ordem de serviço está assinada desde dezembro de 2012, mas uma ocupação irregular do local impedia que os trabalhos iniciassem. Segundo o reitor Henrique Duque, o espaço havia sido sublocado pelo Diretório Central dos Estudantes para dois professores, um de taekwondo e outro de capoeira. A reintegração de posse do prédio foi realizada no dia 1º de agosto deste ano por representantes da UFJF e policiais federais. As obras começaram aproximadamente três meses após o juiz da 2ª Vara Federal, Renato Grizotti, dar decisão favorável à universidade. Na época, um dos professores recorreu da sentença, mas teve o pedido negado. "Para começar os trabalhos, primeiro, a empresa tinha que efetuar a limpeza do local", diz o pró-reitor.
Orçada em R$ 1,9 milhão e prevista para terminar em um ano e sete meses, a reforma também prevê uma construção nos fundos, composta por área administrativa, banheiro, depósito de material de limpeza e mezanino. O local que era usado pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino do Município de Juiz de Fora-MG (Sintufejuf), irá abaixo para dar lugar a uma edificação nova, em harmonia com o conjunto. O objetivo é resgatar a arquitetura da época em que o imóvel foi construído. Um acordo entre a universidade e o movimento estudantil garantiu que os alunos continuassem a utilizar edificação como um arquivo histórico. Também ficou acordada a criação de uma comissão, formada por membros do DCE e da UFJF, que deverá gerir o local e fazer um regimento. "A obra está sendo vigiada 24 horas para evitar qualquer intercorrência", completa o professor.









