Uber impacta faturamento de taxista


Por Fabíola Costa

18/12/2016 às 07h00- Atualizada 19/12/2016 às 09h24

CÂMARA FILMADORA deve ser instalada em todos os táxis até dia 23 de dezembro; já o taxímetro acoplado ao leitor biométrico, começa a ser cobrado a partir de janeiro FERNANDO PRIAMO

Câmera deve ser instalada nos táxis até dia 23; taxímetro acoplado ao leitor biométrico começa a ser cobrado a partir de janeiro

 

Pouco mais de um mês após a chegada da Uber em Juiz de Fora, taxistas estimam queda de até 50% no faturamento, sendo pelo menos 20% atribuídos à migração de passageiros para o aplicativo. Os chamados motoristas parceiros começaram a rodar na cidade no dia 10 de novembro. Desde então, a Settra penalizou nove veículos, com apreensões e multas. Estimativas extraoficiais dão conta de que mais de 60 veículos, vinculados à plataforma, estariam circulando nas ruas.

Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas, Aparecido Fagundes, a queda no faturamento varia entre 40% e 50% em Juiz de Fora. Além da Uber, a recessão no país, que afeta o bolso do consumidor, e o aumento da frota para 630 táxis, como consequência da última licitação, teriam contribuído para a retração. Sobre a concorrência com o aplicativo, Fagundes identifica o envolvimento do Poder Público na causa, mas acredita que é preciso intensificar as ações. “A dificuldade é comprovar que o motorista está realmente fazendo o transporte.”

O presidente reforça o acordo feito com a Prefeitura, atribuindo a ela a fiscalização e a punição dos casos, enquanto a entidade de classe desestimula agressões, brigas e danos materiais entre os motoristas. Após a chegada do aplicativo, avalia, há uma preocupação maior dos taxistas com a atenção dedicada aos usuários, evitando reclamações. “Se não conseguimos competir em relação às tarifas, podemos investir no atendimento e na qualidade do serviço.”
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