Ouça agora

‘Cantora de timbre lindo’


Por Tribuna

15/12/2016 às 07h00- Atualizada 15/12/2016 às 11h27

akemi yamakoshi se apresentava em casas noturnas da cidade facebookcom
AKEMI YAMAKOSHI se apresentava em casas noturnas da cidade FACEBOOK.COM

Akemi Yamakoshi, que morreu soterrado dentro de sua casa após o deslizamento de um barranco, vai deixar uma lacuna no cenário musical de Juiz de Fora. Ela cantava à frente da banda Be Pop Jazz Band, especialista em releituras com pegada jazzista para músicas pop internacionais, além de marcar o circuito juiz-forano com o show Tributo à Amy Winehouse, de quem era fã. O guitarrista, Alexandre Cortez, dividia o palco com Akemi e a descreve como “a melhor cantora com quem trabalhou em 20 anos”. “Ela era espetacular, um timbre lindo”.

Em sua página no facebook, o cantor, compositor e violonista Thiago Miranda postou um texto no qual queria dar “um passo atrás no tempo (…) para interromper tamanha dor no peito.” Para o radialista Jonathan Frizeiro, a perda dela será muito sentida. A cantora Alessandra Crispin, prima do filho de Akemi, destacou a excelência da colega de profissão. “Acho que quem pôde ouvi-la e ver suas apresentações, com certeza, vai concordar comigo.”

Desde criança, Akemi já demonstrava talento para a música e das apresentações na escola chegou aos barzinhos da cidade, onde fazia cover da cantora inglesa Amy Winehouse.

 

Amor azul, amor de mãe

Psicóloga profissional, Akemi amava a música, mas foi com o nascimento do filho João Pedro que ela desempenhou seu melhor papel: o de mãe. No aniversário de 6 anos do menino, comemorado em novembro, ela declarou nas redes sociais que o amor era azul. “Quem disse que vermelho é a cor que simboliza o amor não teve um filho menino! Há 6 anos eu descobri que Djavan sabia ainda mais do que eu já achava… ‘o amor é azulzim!’ Quem conhece, sabe! Não é só porque é meu filho…mas João Pedro é um cara muito legal! Ele é divertido, esperto, inteligente! Um carinha cheio de virtudes que veio pra mim como o melhor presente da vida”, revelou.

Em outro post, a cantora disse viver por João e por sua mãe, que sobreviveu a tragédia. “A gente briga, discute, discorda… Bate boca até por causa do computador, da luz acesa… Rolam vários sermões diários! Mas é por esses dois que eu vivo! Minha mãe e meu filho. Meu tudo! São eles que me dão vontade de viver, porque eu sei que tenho pra quem voltar! O melhor abraço coletivo! Essa paleta de cores! Mamãe rosinha, eu bege, meu filhotinho marrom. O amor é multicor!”, escreveu a cantora.

Hoje, porém, o amor tem cor de saudade!