Professores dão dicas para a última semana de preparação
Faltam seis dias para a maratona de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e a ansiedade já está tirando o sono de muitos estudantes. O primeiro impulso é correr atrás do prejuízo e estudar o máximo possível nesses últimos dias. Para direcionar os alunos nessa última semana e dar dicas de como fazer uma boa prova, a Tribuna reuniu quatro professores das quatro áreas do conhecimento para uma roda de conversa sobre o Enem. E o consenso entre os professores é de que essa semana é de relaxamento. “Não é mais o momento de estudar. Não é possível mais entender todo o conteúdo em um curto espaço de tempo”, afirma o professor de matemática do Colégio Equipe Jorge Mageste Júnior. “Nessa semana, o divertimento e o descanso são tão importantes quanto foi o estudo”, completa o professor de geografia do Colégio Academia Leonardo Viana.
Conforme Leonardo, muitos estudantes têm a necessidade de manter o estudo para sustentar a autoestima. Neste caso, a dica do docente é que o candidato reduza o ritmo e o tempo de estudo. Na visão de Jorge, o ideal é pegar os resumos feitos no decorrer do ano e passar os olhos nos conteúdos. Na matemática, o docente orienta focar em conceitos básicos, como interpretação de gráficos, análise combinatória, estatística e funções. Para a prova de ciências humanas, Leonardo indica rever questões ligadas ao Brasil, desde a parte física até a política: vegetação, clima, solo, questão política, questão histórica e movimentos sociais. Ele também afirma que o aluno precisa saber interpretar mapas, tabelas, gráficos e charges. “Uma coisa que a gente vem observando nos últimos anos é que filosofia e sociologia vêm crescendo muito no número de questões do Enem. Então, é preciso dar atenção a essas disciplinas.” A professora de redação e português do Colégio Academia Erika Mayrink orienta que os alunos estudem relações semânticas dos conectivos, funções da linguagem nos gêneros textuais e figuras de linguagem. Para a redação, a professora enfatiza que não é preciso ter feito textos sobre o tema anteriormente. “Se o aluno aprendeu a estrutura textual ao longo do ano e vem treinando, ele está preparado.” Já para a prova de ciências da natureza, o professor de química do Colégio Equipe Willian Novato conta que temas relacionados a matriz energética, identificação de compostos orgânicos e proporções são recorrentes no exame. “O aluno precisa ter a percepção de colocar vínculos nos conteúdos e relacioná-los.”
Os professores aconselham aos alunos terem atenção ao utilizar a tecnologia na hora de estudar, como canais do YouTube e aplicativos de celular, principalmente nesta última semana. “O aluno pode se apavorar com a quantidade de conteúdo, e aquilo atrapalhar o psicológico dele antes da prova”, explica Willian. Outro cuidado é buscar conteúdos atualizados, já que o exame é focado em temas atuais. “O aluno também tem que averiguar a fonte. Muitas vezes, ele assiste vídeos de fontes desconhecidas em que não é garantida a veracidade daquilo que está sendo passado”, complementa Jorge.
É preciso gerenciar o tempo
O professor Leonardo lembra que é preciso gerenciar o tempo durante o exame. “O aluno tem que realizar a leitura da prova aproveitando todos os recursos, textos, charges, gráficos. Ele deve resolver primeiro aquelas que tem certeza para ir ganhando confiança. Depois, o aluno parte para a solução das questões que ele ficou em dúvida.” Para o segundo dia, Jorge orienta que os candidatos façam primeiro a redação e depois escolham a disciplina que tenham mais facilidade. “Eu falo para os alunos não ficarem com medo da matemática. Muitos acabam deixando a prova de matemática de lado, mas é essa prova que vai fazer a diferença na nota deles.” Erika pede aos estudantes para não se desesperarem com a quantidade de textos. “Eu escuto muitos alunos falando que não leem os textos de apoio porque acham que não vai dar tempo. Mas sem ler fica mais difícil porque o texto dá subsídio até para interpretar. Sem ler, ele pode achar que todas as alternativas estão corretas porque falta um direcionamento do texto.”









