Advogado será internado em hospital de Barbacena
Depois de ser considerado incapaz, o advogado Rodrigo José Liguori de Oliveira, de 40 anos, acusado de matar a mãe, a tia e a sobrinha, deverá ficar internando no Hospital Judiciário Jorge Vaz, no município de Barbacena. Em audiência realizada na última quarta-feira, no Tribunal do Júri, o advogado foi considerado inimputável, uma vez que a sentença se baseou no laudo dos médicos peritos do Estado que o consideraram incapaz de receber e cumprir pena em penitenciária.
De acordo com o juiz titular do Tribunal do Júri, Paulo Tristão, a audiência foi feita com a presença de cinco parentes das vítimas. “Os familiares, assim como os advogados de defesa e acusação, requereram o mesmo resultado. Esta foi uma tragédia que se abateu sobre essa família”, ressaltou o magistrado. Rodrigo continua no Ceresp, onde irá permanecer até sua transferência. Conforme Paulo Tristão, a Vara de Execuções Penais irá fazer o pedido de vaga em Barbacena e, tão logo ela seja liberada pela central em Belo Horizonte, a mudança irá acontecer. “Como trata-se de um caso de gravidade, a transferência deve acontecer o mais rápido possível”, afirmou o juiz.
O filho da vítima Maria Aparecida Liguori de Cerqueira, André Liguori de Cerqueira, que é advogado e professor de direito constitucional da Faculdade São José, em Santos Dumont, afirmou à Tribuna que concordou com a sentença aplicada a Rodrigo. Segundo ele, Rodrigo passou por perícia médica que considerou que ele não tinha condição mental de entender o caráter ilícito dos homicídios. “A família sente, está sofrendo com tudo o que aconteceu, mas sabemos que o Estado não vai passar por cima do direito das pessoas porque nós estamos sofrendo. O que aconteceu na audiência foi que, diante do laudo médico, nós todos entendemos, junto com o advogado contratado pela família e à luz do direito, que a solução era aquela. Não iríamos, por exemplo, impugnar o laudo e começar uma discussão judicial demorada para daqui um mês, dois ou três anos, chegar lá na frente à mesma sentença, que não seria diferente porque foi dada estritamente dentro do direito”, destacou André, ressaltando que será aplicada a Rodrigo uma medida de segurança por meio da internação. “Ele irá passar por novas perícias e será analisado o tempo que deverá ficar hospitalizado. Nós não deixamos de sentir a atuação do Poder Judiciário e do Ministério Público. Ao meu ver, eles agiram com coerência e imparcialidade.”
A mãe do acusado Rodrigo, Elizabeth Philomena Liguori de Oliveira, 78, a tia, Maria Aparecida, 85, e a sobrinha, Lara Amaral Liguori de Oliveira, 19, foram encontradas mortas no dia 29 de junho deste ano. O corpo de Maria Aparecida foi descoberto primeiro. Ela estava morta em seu apartamento no Calçadão da Halfeld, no Centro. Cerca de duas horas depois, as outras duas mulheres Elizabeth e Lara – avó e neta – foram achadas em um apartamento da Rua Dom Viçoso, no Bairro Alto dos Passos.









