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Ivanir Yazbeck lança ‘Vale o escrito’


Por MARISA LOURES

06/12/2014 às 07h00- Atualizada 06/12/2014 às 12h09

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Em “Vale o escrito”, Yazbeck registra momentos históricos relacionados a Juiz de Fora

Guardado há 14 anos, o depoimento colhido por Ivanir Yazbeck com um banqueiro aposentado de jogo do bicho, além de notícias e documentos levantados nos arquivos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, não pertence mais somente às memórias do também escritor. O material revelou ter vida própria, podendo ir para as páginas iniciais de “Vale o escrito” (Viva JF e Alva Editora), publicação que o autor lança nesta segunda, às 19h, na Mercearia Gastrô. “Eu preparei esse texto para compor o primeiro capítulo de uma obra grandiosa. Ele mostra que lá na virada do Império para a República, aqui em Juiz de Fora, foram plantadas as primeiras sementes do que viria a se tornar uma das marcas do brasileiro, assim como o futebol e o carnaval, com toda a maldição que a envolve. Tentei seguir em frente, contar essa história que envolve centenas de personagens, mas não consegui”, diz Ivanir, lamentando o fato de uma editora carioca ter voltado atrás na decisão de lançar o projeto, ainda entre seus planos.

Dos 12 relatos da obra, alguns deles classificados como crônica, outros compostos por puro jornalismo, dez foram extraídos de livros anteriores de Yazbeck, que agora os revive. Fora de seus antecedentes e misturados a outros, os escritos “tornam-se mais excitantes e emocionantes”, conforme aponta o jornalista, aposentado após 35 anos atuando nas redações de veículos como “Jornal do Brasil”, “O Globo”, “O Dia” e “Extra”. Os episódios são alinhavados, tendo como pano de fundo o berço do autor. “Juiz de Fora está ali desde o início. É uma forma de eu ser coerente comigo na medida em que tenho necessidade de situar a minha cidade como o palco destes acontecimentos todos. Minha cidade é riquíssima em história, e eu presenciei muitas delas. O capítulo da Banda Daki, por exemplo, é quase inédito, pois um livro tem uma perenidade muito maior que uma revista.”

Quatro momentos da biografia de Itamar Franco, levados para “O real Itamar” (Ed. Gutemberg), em 2011, dão prosseguimento a esta coletânea, que também apresenta “A noite em que Jane Russel morreu”, “Uma noite no Raffa’s”, “Eu me lembro”, “Lições de um sequestro”, “De Ubá para Ipanema e de Ipanema para JF”, “Em nome de Yhwh”, “Tumulto na Rua Halfeld”, “O espírito do São Roque”, “O bandeirinha caloteiro” e “Humor via e-mail”. Este último, inédito, fecha a publicação com registros engraçados da internet. “O final é diversão para depois de se distrair ou chorar de nostalgia”, afirma Yazbeck. Marcando a trajetória profissional iniciada na imprensa carioca há meio século, “Vale o escrito” alça o selo “Viva JF” – nascido para ser uma Organização não Governamental – à condição de editora de livros. “Criei esta marca para defender as coisas da nossa terra, para ser porta-voz de reivindicações e denúncias. Yazbeck é autor de outros dez títulos já publicados, incluindo ficção.

VALE O ESCRITO

Nesta segunda, às 19h

Mercearia Gastrô

(Rua Marechal Deodoro 810 – Centro)