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Mais provas de estupro


Por Tribuna

07/06/2016 às 07h00- Atualizada 07/06/2016 às 08h29

A ONG Rio de Paz promoveu, na Praia de Copacabana, ato público contra o abuso sofrido por mulheres (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A ONG Rio de Paz promoveu, na Praia de Copacabana, ato público contra o abuso sofrido por mulheres (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Agência Estado – A jovem de 16 anos que foi vítima de estupro coletivo na semana retrasada, em uma comunidade no Rio, ficou cerca de 30 horas em poder de seus estupradores. Este intervalo foi revelado pela polícia com base na análise de um novo vídeo do celular de Raí de Souza, preso na segunda-feira da semana passada por ter participado do crime. As duas oportunidades em que a vítima foi violentada teriam sido, portanto, em dias diferentes. As informações foram reveladas pela Fantástico, da Rede Globo, na noite de domingo (5). Inicialmente, Souza havia dito à polícia que tinha destruído seu aparelho celular – mas na última sexta, investigadores localizaram o aparelho. No primeiro dos vídeos, a garota claramente é abusada e tenta reagir.

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“Já está provado o crime de estupro. O desafio da polícia é provar a extensão desse crime”, afirmou a delegada Cristiana Onorato Bento à Rede Globo. Com as novas provas, os investigadores já conseguem montar uma cronologia dos fatos. As evidências são de que a jovem saiu de um baile funk com Souza, o jogador de futebol Lucas Perdomo e mais uma garota às 7h do dia 21 de maio, um sábado. Eles teriam consumido bebidas alcoólicas e drogas – maconha e cheirinho da loló. Foram então a uma casa abandonada do Morro do Barão, na zona oeste do Rio.

Três horas mais tarde, Raí, Lucas e a outra jovem saíram do local. Às 11h, a jovem que ficou estaria desacordada e teria sido retirada da casa pelo traficante Moisés Camilo de Lucena, o Canário. Ele, que está foragido, teria sido o primeiro a estuprá-la. O estupro seguinte ocorreria na noite de domingo.

Enquanto em todo o país ocorreram manifestações de apoio público à jovem violentada, na comunidade do Barão, moradores fizeram uma manifestação de apoio aos acusados. Pelo celular de Souza, a polícia descobriu áudios recebidos em que o chefe do tráfico da área mandava os moradores a participar. “Mano mandou ir no protesto. Se não for, é com eles mesmo. Mano mandou ir no protesto”, dizia a mensagem. Na Praia de Copacabana, a ONG Rio de Paz promoveu ato público contra o abuso sofrido pelas mulheres. Durante a manifestação, 420 calcinhas foram estendidas na areia para representar a quantidade de mulheres estupradas a cada 72 horas no Brasil.

Menina de 10 anos

A Polícia Civil e a Polícia Militar de MG entraram ontem no quarto dia de buscas a Jairo Lopes, 42 anos, suspeito de estuprar, matar e arrancar o coração de uma menina de 10 anos em Buenópolis, na região central do estado (a 270km de Belo Horizonte). O criminoso é considerado foragido da Justiça. A menina foi vista pela última vez na quinta-feira (1º), quando ia à escola. Segundo a Polícia Civil, o corpo foi encontrado em uma estrada próximo à Fazenda Bom Jardim, zona rural do município, com sinais de violência física e sexual. Havia ainda perfuração no estômago e estava sem o coração.