Câmara Itinerante faz balanço
Metade das demandas encaminhadas à Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) durante as quatro edições da Câmara Itinerante realizadas pelo Legislativo, neste ano, aguarda resposta do Executivo. Segundo o balanço apresentado ontem, em reunião especial na Câmara Municipal, foram levantadas 205 propostas, destas, 101 não obtiveram retorno. Entre as regiões que tiveram maior número de solicitações não atendidas está a Leste: foram 56 demandas encaminhadas, sendo 47 sem respostas. Na sequência vem o Centro, com 53 demandas e 17 sem respostas. Empatadas em números de requerimentos – 48 – estão as regiões Norte II e Oeste, sendo, respectivamente, 22 e 15 demandas sem retorno.
Os principais temas que permearam as solicitações dos bairros foram saúde, educação, transporte público, infraestrutura e segurança. Além da PJF, as comunidades ainda puderam enviar pedidos à Polícia Militar, à Cemig e à Caixa Econômica Federal. Juntas, as solicitações somaram cerca de 8% das solicitações.
Segundo o supervisor de Serviços de Formação para Cidadania e sociólogo do Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC) da Câmara Municipal, Sérgio Dutra, mudar o formato da Câmara Itinerante permitiu aumentar a abrangência das demandas em cada bairro. “Antes realizávamos oito edições por ano, agora, são quatro. Desta forma, conseguimos elencar os problemas, deixando de lado as situações pontuais.” Para Dutra, a Câmara Itinerante serve como instrumento de interlocução entre a sociedade civil e o Legislativo, e, de certa forma, ajuda a estreitar os pedidos das comunidades junto ao Executivo.
Após a apresentação das demandas na reunião, lideranças comunitárias puderam fazer uso da palavra e reforçar os pedidos à Prefeitura. O representante da região Leste – que obteve maior número de demandas sem respostas – , Luiz Fernando Sirimarco, destacou que os bairros sofrem com problemas primários, como infraestrutura. “Há ruas que nem água potável possui. Os cidadãos cumprem com sua parte, já a Prefeitura faz o quê? Nem dialogar nós conseguimos, pois não há respostas.” A representante da região Norte II, Maria das Graças Araújo, pontuou que a falta de iluminação e segurança são os principais problemas nas comunidades.
Já o representante do Centro, Marlos Novaes, destacou que o gargalo formado no trânsito entre a Rua Bernardo Mascarenhas, no Bairro Fábrica, e o Morro da Glória, precisa ser reestruturado. Falando em nome da região Oeste (Cidade Alta), o morador Eduardo Lucas ressaltou que a comunidade recebe como resposta a falta de recursos, mas, que em sua visão, resulta em falta de respeito com a população.
Novas demandas
Presente ao encontro, o secretário de Governo, José Sóter de Figueirôa, avalia que grande parte das demandas solicitadas foram resolvidas, incluindo a inauguração de escolas – como a do Parque das Águas, na Zona Norte -, construção das novas pontes, que permitiram melhor mobilidade urbana, revitalização de avenidas, ruas, praças e de Unidades de Atenção Primária à Saúde (Uaps). “A cidade não está pronta e concluída. Sempre surge, e surgirá, alguma necessidade de infraestrutura e demanda na saúde e na educação.” Para o secretário, não é o número de demandas que representa, de fato, o atendimento do anseio da comunidade. “Às vezes, uma obra de grande impacto tem mais importância do que uma de pequena magnitude.”









