Acervo do Mariano Procópio prestes a ganhar o mundo
Peça por peça, de cada sala do Museu Mariano Procópio, será detalhadamente catalogada no complexo Sistemas do Futuro, ferramenta que já serve a instituições conceituadas como o Museu Calouste Gulbenkian e o Museu da Cidade, ambos em Lisboa, além do Museu Judaico de São Paulo. A coleção juiz-forana será a segunda no Brasil a adotar a plataforma, considerada uma das mais avançadas do mundo. “Nosso sistema abrange tanto o patrimônio natural, que exige um tratamento muito específico, até pinturas, numismática, por aí afora. Ele permite integrar toda essa informação, com diferentes tratamentos, na mesma ferramenta”, explica a representante da Sistemas do Futuro, Natália Jorge, que esteve na cidade na última semana, para o treinamento dos funcionários que deverão trabalhar na informatização e digitalização do acervo.
Segundo Natália, já existe uma série de informações de todo o acervo no formato do programa Excel. “Vamos trabalhar essas planilhas para importar esse conteúdo, que já foi realizado pelos técnicos do museu. Numa fase seguinte, o museu deverá decidir sobre qual informação terá interesse em disponibilizar ao público”, conta. “O ideal é que as pessoas venham conhecer, mas esse trabalho pode abrir uma pequena janela com a possibilidade de pesquisa para estudiosos internacionais e de todo o Brasil. Isso pode, também, criar o interesse nas pessoas de visitar e conhecer pessoalmente essa coleção”, completa.
Entusiasmada com o processo e com o que viu em Juiz de Fora, a mestre em museologia retornou à cidade de Porto certa de que a abertura do Mariano Procópio pode ocorrer por outras vias, e de que o pleno conhecimento e estudo de toda a gigantesca coleção permitirá ao espaço reabrir em consonância com o que acontece de mais moderno no universo dos museus.
“Hoje em dia, quando a sociedade quer informações de uma forma rápida, respondendo às necessidades de seus trabalhos do dia a dia, essa ação é, de fato, urgente. Além do mais, um museu tem que abrir suas portas à comunidade em que está inserido e aos investigadores de outras cidades. Isso só será possível se houver esse trabalho prévio de catalogação e inventariação. Esse processo deve ser contínuo, orgânico”, analisa.








