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Chuvas comprometem itinerário de ônibus


Por Tribuna

23/01/2016 às 07h00

Na Rua Amazonas, trecho cedeu nos últimos dias, impedindo tráfego de veículos pesados (Marcos Vinícius da Silva)

Na Rua Amazonas, trecho cedeu nos últimos dias, impedindo tráfego de veículos pesados (Marcos Vinícius da Silva)

Ônibus da linha 415 têm dificuldade de cumprir trajeto e chegar ao Vale dos Peões

Ônibus da linha 415 têm dificuldade de cumprir trajeto e chegar ao Vale dos Peões

Os 11 dias consecutivos de chuvas em Juiz de Fora, registrados até a última quinta-feira, resultaram em vários transtornos pela cidade. Pontos de alagamentos, desmoronamentos de encostas e buracos em vias públicas comprometeram o itinerário de diversos ônibus do transporte público coletivo. Ao todo, de acordo com a Settra, 16 linhas foram afetadas (ver quadro). Em alguns casos, conforme relatos recebidos pela Tribuna, o impedimento parcial ou total das ruas faz com que os usuários tenham que andar quilômetros. Embora muitos dos problemas sejam observados nos distritos, as consequências das chuvas contínuas também podem ser observadas em bairros.

arte

Este é o caso das linhas 107 e 113, que passam pela Rua Amazonas, via extensa entre os bairros Grama e Vila Montanhesa, na Zona Nordeste. O morador Marcos Vinícius da Silva, 23 anos, diz que os motoristas estão fazendo desvios para não passar pela rua, onde houve a queda de um barranco na segunda-feira. No local, só transitam veículos leves. “A rua começa no número dez e passa do mil. Então, dependendo de onde é a casa, é preciso andar muito.”

Situação semelhante é relatada pelo estudante Victor Baio, 24, do Linhares, Zona Leste. Segundo ele, os veículos da linha 415 não estavam conseguindo chegar ao Vale dos Peões e retornavam no início da Rua Boa Esperança, onde também termina o asfalto. “Hoje (ontem) até passaram, mas os motoristas já informaram que, se voltar a chover, não tem como. Quem mora no ponto final precisou caminhar cerca de três quilômetros na quarta e na quinta-feira, .”

Outros casos, que chegaram ao jornal via WhatsApp, são da linha 740, cujos coletivos estavam com dificuldades de trafegar pelas ruas do granjeamento Humaitá, obrigando os moradores a andar cerca de 1,5 quilômetro, e também da 304, Caeté, onde a população estava há quatro dias sem o veículo. Fotos recebidas mostram muita lama e buraco na Rua Luiz Gonzaga Merotto.

Conforme a Settra, o não cumprimento dos itinerários, por causa das chuvas, é previamente comunicado pelas empresas do transporte coletivo. Em nota, informou que o usuário pode se orientar sobre possíveis alterações pontuais por meio do telefone 3690-8218.

 

Defesa Civil

Ontem a Defesa Civil informou que, no período da tarde, nenhuma ocorrência foi registrada por causa das últimas chuvas. Entre as 17h de quinta-feira e as 10h de ontem foram 12 chamados, sem destaques. Dos chamados, quatro vieram da Zona Norte, três da Sudeste, dois na Leste e um na Cidade Alta e nas regiões Nordeste e Sul.