Quarto é destruído; mãe e bebê ‘escapam’

Com as chuvas, na madrugada de ontem, a Defesa Civil foi novamente muito demandada. Ao todo foram atendidas 50 ocorrências entre 9h e 17h, duas deles em razão de desmoronamentos. No Jardim de Alá, Zona Sul, o cômodo de uma casa foi destruído por um muro de arrimo. O local estava preparado para receber a mãe e o filho recém-nascido, que, felizmente, não receberam alta hospitalar, como era esperado. O caso aconteceu na Rua Sebastião Nunes Costa, na casa de Jairo Nogueira. “Acordamos com um barulho muito grande. Meu sobrinho, que dormia em um dos cômodos atingidos, conseguiu sair a tempo e avisar toda a família”, ressalta, informando que três compartimentos da propriedade foram destruídos. O barranco que veio junto com o muro ainda danificou parte da estrutura de outra casa vizinha. “Danos materiais, a gente recupera, já a vida não tem jeito. Deus escreve certo por linhas tortas, mesmo”, disse, agradecendo por mãe e bebê não estarem no local.
No Bairro Grama, Zona Nordeste, um muro também desabou e assustou moradores da Rua Amazonas. “Ainda bem que o pé de abacate conseguiu contê-lo, caso contrário, ele teria atingido o quartinho onde guardo meus materiais de reciclagem. É a segunda vez que este muro cai e leva parte da rua. O último reparo não tem nem um ano”, relata o morador Nelson Ferreira de Oliveira. Ele e outros vizinhos contaram que a queda aconteceu por volta das 11h. Para evitar danos maiores, eles fecharam o trânsito da via com troncos de árvores. Os moradores disseram que a calçada já apresentava rachaduras.
Já no início da noite de ontem, um barranco cedeu na altura de uma curva na Rua José Lourenço, via de acesso ao Bairro Vale do Ipê, a partir do São Pedro, deixando a via parcialmente obstruída. A Tribuna esteve no local por volta das 18h15 e não havia sinalizações do problema. Condutores que desciam, em direção ao Vale do Ipê, precisavam atingir a contramão, em cima da curva, para desviar do barranco e seguir o percurso. O deslizamento ocorreu próximo ao número 1.855, alguns metros abaixo do acesso para o condomínio Neo Residencial.
Muitos chamados
Entre o dia 1º e ontem, às 15h30, a Defesa Civil havia registrado, em Juiz de Fora, 308 chamados em decorrência das chuvas, sendo 189 apenas a partir de sexta-feira, dia 15. A fim de comparação, nos 20 primeiros dias de janeiro, do ano passado, foram 198 ocorrências, ou 278 se considerar até o dia 31. Mesmo com este aumento, o órgão explica que o número de atendimentos está dentro da normalidade para um período chuvoso típico. A maior concentração de registros, segundo a Defesa Civil, acontece nos meses de dezembro e janeiro.








