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Grupo de garotas lança cerveja artesanal em prol do Outubro Rosa

Dinheiro arrecadado será totalmente revertido para instituição que luta contra câncer de mama

Por Carolina Leonel

26/10/2018 às 20h40- Atualizada 26/10/2018 às 23h12

Cerveja foi totalmente idealizada e produzida por mulheres de todo o país (Foto: Marcelo Ribeiro)

O pioneirismo de Juiz de Fora no mercado cervejeiro também é corroborado pelo trabalho feminino. Neste sábado (27), a confraria Beba Como Uma Garota lança, no mercado juiz-forano, a primeira cerveja do projeto, totalmente idealizada e produzida por mulheres de todo o país. A Batom Vermelho – que ganhou esse nome pela representação da estética feminina que o acessório carrega – é, segundo a idealizadora do grupo, Isabella Pinheiro, o resultado da sua idealização em criar um universo cervejeiro em que as mulheres sejam protagonistas. “A cerveja representa, simbolicamente, um ‘abrir portas’ para a sororidade que tanto buscamos nos dias atuais. É ir além do copo e alcançar, ajudar e atingir outras mulheres”, expõe.

Para tanto, e aproveitando o mês de outubro e a luta contra o câncer de mama, confrarias e coletivos femininos cervejeiros de todo país se uniram em torno da causa e produziram a cerveja temática, com o intuito de conscientizar e arrecadar doações para instituições de combate à neoplasia de mama. O dinheiro arrecadado com as vendas será totalmente revertido para instituições que lutam contra a doença.

Em Juiz de Fora, o lançamento da Batom Vermelho vai acontecer a partir das 14h, no Prost Pub, pelo coletivo Beba Como Uma Garota. Além disso, outras oito marcas de chope da cidade participarão do evento e irão comercializar as bebidas pela metade do preço. O bar fica localizado na Rua Professor de Aquino 255, loja 39, no Bairro São Mateus. Após o lançamento, a cerveja será comercializada na rede de lojas de cervejas artesanais Mestre Cervejeiro e no restaurante Sartoni Steakhouse.

A bebida

A Batom Vermelho é uma Catharina Sour com adição de maracujá e hibisco. De acordo com Isabella, a bebida é moderna e está em alta no mercado nacional. “A Catharina Sour é uma cerveja com estilo brasileiro, está em alta e também foi reconhecida internacionalmente. Nós quisemos adicionar o maracujá e hibisco para resultar num tom mais avermelhado. Essa ainda é a primeira cerveja. A intenção é mantermos a parceria para alcançar outras coisas. Acredito que, no ano que vem, para o dia da mulher, vamos ter outra novidade”, revela.

O estudo e produção desta cerveja é resultado do empenho de mais de 400 mulheres de 17 coletivos espalhados pelo Brasil. O lançamento acontece, inclusive, de forma simultânea em várias cidades brasileiras.

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A brassagem – processo de cozimento e mistura dos grãos de malte e água na fabricação de cervejas artesanais -, foi feita em São Paulo, na Cervejaria Dádiva, parceira do projeto. Além disso, todo o processo de fabricação teve a participação da maioria das mulheres dos coletivos. “Como são meninas de todo o Brasil, São Paulo foi viável por questão de rota de avião. A maioria de nós participou de todo o processo. Porque a ideia também é essa: trazer mais chão de fábrica para a mulher. Além de consumidora, colocá-la na produção cervejeira”, explica Isabella.

Apaixonadas por cervejas

O Beba Como uma Garota é o coletivo juiz-forano que reúne, há um ano, oito apaixonadas pelo universo cervejeiro. Idealizado pela designer gráfica Isabella Pinheiro, o movimento teve início quando ela começou a se interessar e a degustar cervejas. “Na época, eu não conhecia nenhuma mulher que bebia. Então, comecei a postar no meu Instagram pessoal fotos com conteúdos sobre cervejas, de um modo geral. O retorno foi legal e eu percebi que muita gente se interessava e me seguia por conta deste conteúdo. Por isso, resolvi criar um outro perfil para falar só sobre o assunto, e deu super certo. Conheci outras meninas que curtiram a ideia e me apoiaram quando elaborei a camisa da confraria. Assim nasceu o Beba Como Uma Garota”, conta.

Seu propósito foi criar um ponto de encontro entre as mulheres interessadas e aproximá-las ainda mais do universo cervejeiro. A partir disso, o grupo se reúne mensalmente para estudar sobre cerveja artesanal. “Além da degustação, a gente precisa estudar. O objetivo é estarmos preparada para este mercado e saber o que as pessoas estão bebendo”, diz.

Conforme Isabella, o projeto é aberto a todas as mulheres que se interessarem em participar. O contato pode ser feito por meio das redes sociais da confraria. Além disso, o blog do projeto é colaborativo, feito por mulheres que escrevem sobre diversos assuntos. A plataforma também é aberta a todas que queiram contribuir.

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